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Trump rotula 14 grupos criminosos da América Latina como terroristas

Trump designa PCC e CV como grupos terroristas internacionais, medida que entra em vigor no cinco de junho e aumenta o atrito entre EUA e Brasil na preparação da visita de Lula

Presidente dos EUA, Donald Trump 21 de maio de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque
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  • O governo dos Estados Unidos designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas internacionais, com efeito a partir de 5 de junho.
  • Trump já classificou 14 facções criminosas da região desse modo desde que voltou à Casa Branca.
  • A medida gerou atrito entre EUA e Brasil, e surgiu durante a preparação da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington.
  • O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que afirmou que as facções têm influência e conexões ilícitas que vão além das fronteiras do Brasil.
  • O objetivo é facilitar o congelamento de ativos, a cooperação internacional de inteligência, sanções financeiras e outras medidas, como o banimento de vistos e o combate ao financiamento do narcotráfico.

O governo dos Estados Unidos designou as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas internacionais. A decisão, anunciada nesta quinta-feira, 28, terá efeito efetivo no dia 5 de junho. A medida ocorre sob o governo de Donald Trump, já em sua segunda designação na região.

A designação contrasta com o governo brasileiro e ganhou impulso na preparação da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, no início deste mês. O Itamaraty ainda não se manifestou sobre o assunto.

Contexto regional e motivações

Marco Rubio, secretário de Estado, afirmou que PCC e CV possuem influência que ultrapassa fronteiras e alcançam os EUA. A designação facilita ações como congelamento de ativos, sanções financeiras e restrições de vistos, além de ampliar cooperação de inteligência.

Impactos e desdobramentos

A nova classificação não autoriza ataques militares, mas pode abrir caminho para operações estrangeiras contra redes de narcotráfico. A medida também envolve riscos de sanções ao sistema financeiro brasileiro caso haja fluxo de recursos ilícitos, mesmo sem conhecimento dos bancos.

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