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Ameaça russa leva a Europa a construir bunkers em escala sem precedentes

Ameaça russa leva a Europa a ampliar abrigos e transformar espaços subterrâneos em infraestrutura de proteção civil para manter cidades funcionando

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  • A Europa está retomando o conceito de abrigos nucleares, diante da percepção de risco ampliado após a invasão russa da Ucrânia.
  • Em mil novecentos sexenta e um, a Suíça tornou obrigatória a presença de abrigos em quase todas as novas construções, mantendo hoje mais bunkers do que habitantes no país.
  • Não se tratam apenas de restauração de bunkers militares: espaços subterrâneos como garagens, estações de metrô, túneis, porões e centros esportivos estão virando infraestrutura de emergência.
  • O objetivo é manter cidades funcionando sob ataque, priorizando sobrevivência e continuidade de serviços em vez de vitórias militares.

Em resposta à tensão com a Rússia, a Europa está vivendo um retorno da ideia de abrigo civil. O impulso passou de obras militares para uma visão de proteção coletiva durante ataques prolongados.

Historias de bunkers deixados de lado voltam a ganhar relevância. Espaços subterrâneos ganham novo uso: garagens, metrôs, túneis e centros esportivos podem se tornar infraestrutura de emergência para manter cidades funcionando.

Desde 1961, a Suíça tornou obrigatória a integração de acesso a abrigos nucleares em novas edificações. Hoje, o país ainda tem mais bunkers do que habitantes, uma configuração que influencia debates no continente.

Finlândia como referência de preparação

O New York Times recorda que, enquanto boa parte da Europa reduziu seus sistemas de defesa civil, a Finlândia manteve estratégias de preparação. Autoridades locais estudam adaptar espaços subterrâneos para usos de emergência.

O foco mudou de guerra a proteção civil e continuidade de serviços urbanos. Especialistas destacam que a tendência não visa vencer conflitos, mas sustentar funcionamento básico de cidades sob bombardeio.

Especialistas apontam que governos estão repensando planejamento urbano para incluir abrigo, redundância de energia e vias de evacuação. A partir dessas avaliações, políticas públicas podem evoluir para infraestrutura de resiliência.

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