- A Comissão Europeia desbloqueou € 16,4 bilhões para a Hungria, sendo € 10 bilhões do Next Generation EU, € 4,2 bilhões de fundos de coesão e € 2,2 bilhões para a liberdade acadêmica, conforme anunciado pelas autoridades.
- A liberação ocorreu após reunião entre a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e o primeiro-ministro Péter Magyar, em Bruxelas.
- A medida é apresentada como pagamento que pode impulsionar a recuperação econômica húngara e a competitividade do país.
- O novo governo herdou déficit estimado em 6,2% do PIB para 2026; o Banco Central manteve a taxa básica em 6,25%.
- No passado, cerca de € 20 bilhões ficaram congelados por preocupações com corrupção e autoritarismo sob o governo de Viktor Orbán.
Bruxelas confirmou a liberação de 16,4 bilhões de euros de fundos congelados para a Hungria, após o novo governo apresentar progressos nas reformas exigidas pela União Europeia. O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, após reunião com o primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar. A expectativa é desbloquear recursos do Next Generation EU e de fundos de coesão, condicionados ao cumprimento de metas de transparência e combate à corrupção.
A liberação envolve 10 bilhões de euros do Next Generation EU, 4,2 bilhões de fundos de coesão e 2,2 bilhões vinculados a avanços na liberdade acadêmica, com novas liberações previstas à medida que as reformas avançem. Von der Leyen destacou que o montante, embora expressivo, atende ao que foi pedido pelo povo húngaro ao governo, e reforçou a importância dos recursos para dinamizar a economia, que estaria quase estagnada nos últimos anos.
Péter Magyar enfatizou que o acordo demonstra resultados das medidas anticorrupção implementadas pelo seu governo e informou que o dinheiro será utilizado para reconstruir o país, fomentar a economia, fortalecer serviços públicos e apoiar empresas, incluindo micro, pequenas e médias empresas. O premiê também afirmou que o desbloqueio sinaliza retorno de fundos que antes ficavam indisponíveis devido a preocupações com o regime anterior.
A Hungria herdou um déficit orçamentário crescente, estimado pela Comissão Europeia em 6,2% do PIB para 2026, refletindo gastos pré-eleitorais do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán. O Banco Central da Hungria manteve a taxa básica em 6,25% nessa semana, citando pressões inflacionárias globais e riscos fiscais, porém observou melhoria na perspectiva de inflação, impulsionada pela expectativa de desbloqueio de recursos da UE.
A liberação ocorre em meio à recuperação da confiança cambial e institucional no país, com o florim húngaro valorizando-se ante moedas externas. Magyar afirmou que o dinheiro será trazido ao país para apoiar a reconstrução, fortalecer a competitividade de empresas locais e sustentar serviços públicos, seguindo os compromissos assumidos para reduzir a interferência externa e melhorar o ambiente regulatório.
Recursos da UE e contexto
A Hungria chegou a ter cerca de 20 bilhões de euros congelados pelo bloco europeu devido a preocupações com corrupção e tendências autoritárias. A medida de descongelamento acompanha a implementação de reformas e o avanço de metas democráticas, segundo a Comissão Europeia. As liberações representam um marco para as expectativas de recuperação econômica e para a relação entre Bruxelas e Budapeste.
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