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China ameaça abrir investigações comerciais contra UE por defesa comercial

China ameaça abrir investigações comerciais contra a UE por discriminação e segurança da cadeia de suprimentos caso Bruxelas aprove tarifas para limitar produtos com excesso de capacidade

Foto: DC Studio/Freepik
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  • A China disse que pode abrir investigações comerciais contra a União Europeia caso o bloco avance com a proposta de restringir importações de produtos fortemente subsidiados por meio de um “instrumento de excesso de capacidade”.
  • A sinalização aparece enquanto a UE discute fortalecer mecanismos de defesa comercial para responder ao crescimento das exportações chinesas em setores estratégicos.
  • França, Espanha, Holanda e outros dois membros defenderam que a Comissão Europeia amplie investigações, aumente ações na Organização Mundial do Comércio e fortaleça regras para evitar evasão, além de aumentar recursos da defesa comercial.
  • O comissário europeu para a Indústria, Stéphane Séjourné, afirmou que a UE pretende usar tarifas e cotas para proteger setores como o químico e o de tecnologias limpas da concorrência de empresas apoiadas pelo Estado.
  • Analistas veem o instrumento como potencial mecanismo amplo de defesa voltado à China, capaz de limitar importações e impor tarifas setoriais sobre veículos elétricos, aço e painéis solares.

A China avisou que pode abrir investigações comerciais contra a União Europeia caso o bloco avance com uma proposta para limitar importações de produtos fortemente subsidiados. A ameaça foi divulgada por uma conta associada à emissora estatal CCTV, nas redes sociais.

Segundo a conta Yuyuantantian, autoridades chinesas avaliam abrir investigações por discriminação e segurança da cadeia de suprimentos em relação ao chamado instrumento de excesso de capacidade debatido pela UE. A alegação é de que a medida prejudicaria a China.

A sinalização ocorre enquanto a UE se reúne nesta sexta-feira para discutir reforçar mecanismos de defesa comercial. A pauta inclui limites a importações e uso de tarifas, em resposta a exportações chinesas em setores estratégicos.

Em documento citado pela Dow Jones Newswires, França, Espanha, Holanda e outros dois membros defendem que a Comissão Europeia amplie investigações sobre práticas comerciais desleais. Também sugerem atuação mais firme na OMC.

O comissário europeu para a Indústria, Stéphane Séjourné, disse ao Financial Times que Bruxelas planeja ampliar o uso de tarifas e cotas para proteger setores como químico e de tecnologias limpas. A ideia é orientar disputas comerciais com maior vigor.

Analistas apontam que o instrumento pode virar um amplo mecanismo de defesa comercial, com a UE limitando importações e impondo tarifas setoriais. Isso poderia afetar exportações chinesas de veículos elétricos, aço e painéis solares.

A China já teve tensões comerciais com a UE, com medidas recíprocas nos últimos anos. A UE teme impactos de produtos chineses de baixo custo sobre a competitividade de seus setores. O tema é acompanhado por várias investigações em curso. Fonte: Dow Jones Newswires.

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