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China reage contra países que usam navegação livre para desafiar sua soberania

China se opõe a uso da liberdade de navegação para minar sua soberania após passagem da fragata canadense HMCS Charlottetown pelo Estreito de Taiwan

Ilustração mostra as bandeiras da China e de Taiwan 11 de abril de 2023 REUTERS/Dado Ruvic
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  • China disse que se opõe firmemente a qualquer país que tente minar sua soberania e segurança sob o pretexto de liberdade de navegação, após a passagem da fragata canadense HMCS Charlottetown pelo Estreito de Taiwan.
  • A passagem da fragata HMCS Charlottetown ocorreu na semana passada e, segundo a imprensa canadense, não houve acompanhamento de navios aliados.
  • Pequim afirma soberania sobre Taiwan e sobre o Estreito de Taiwan, apesar da rejeição de Taipé a essas reivindicações.
  • A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, disse que o país respeita os direitos de navegação de todos conforme a lei internacional.
  • O Ministério da Defesa de Taiwan disse que o Estreito de Taiwan é uma hidrovia internacional, que todos os países têm direito de navegar, e que monitora os acontecimentos por meio de mecanismos de inteligência, vigilância e reconhecimento, sem divulgar movimentos de embarcações militares de nações aliadas.

A China afirmou nesta sexta-feira se opor firmemente a qualquer tentativa de violar sua soberania sob o pretexto de liberdade de navegação, após a passagem da fragata canadense HMCS Charlottetown pelo Estreito de Taiwan na semana passada. Pequim descreveu a ação como uma violação de suas pretensões de soberania e segurança.

Segundo a imprensa canadense, a fragata HMS Charlottetown cruzou o estreito sem escolta de navios de aliados. A operação ocorreu em meio a tensões regionais e a disputas sobre o controle do Taiwan Straits.

A China mantém que Taiwan, governado democraticamente, está sob sua soberania e que a hidrovia é internacional. O Ministério da Defesa de Taiwan disse que monitora os acontecimentos por meio de mecanismos de inteligência e vigilância, sem divulgar movimentos de embarcações de nações aliadas.

O Departamento de Defesa Nacional do Canadá não respondeu a pedido de comentário. Analistas destacam que a passagem ocorre em meio a disputas entre Pequim e Taipé sobre o status de Taiwan.

Reações e contexto

  • A China reafirma que qualquer uso da liberdade de navegação para desafiar sua soberania será encarado como provocação.
  • Taiwan frisa que o Estreito é uma via marítima internacional e que os países têm direito de navegar livremente, conforme a lei internacional.
  • O episódio amplia o debate sobre o papel de países terceiros na região e sobre alianças militares na área.

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