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Classificar PCC e CV como terroristas pode prejudicar combate ao crime

Classificação de PCC e CV como organizações terroristas pode dificultar cooperação policial e troca de informações com EUA, elevando riscos econômicos e de soberania

Vivo sob um decreto de morte do PCC que não tem volta, diz Lincoln Gakiya, que investiga a facção há 20 anos
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  • Estados Unidos classificaram o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas; a medida entra em vigor em 5 de junho.
  • O promotor Lincoln Gakiya, que atua no combate ao PCC há duas décadas, afirma que a classificação pode dificultar investigações e a cooperação entre Brasil e EUA.
  • Segundo ele, a mudança desloca o tema da área policial para a defesa e a CIA, o que pode reduzir a troca de informações com o FBI e a DEA.
  • A classificação pode trazer riscos econômicos, com sanções a pessoas, grupos ou instituições financeiras que mantenham relação com as organizações.
  • Há ainda preocupação com a soberania nacional, já que a legislação antiterrorismo dos Estados Unidos poderia permitir operações no Brasil sem autorização prévia do país.

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras entra em vigor em 5 de junho. A medida pode afetar investigações e cooperações entre Brasil e EUA no combate ao crime organizado.

Segundo o promotor Lincoln Gakiya, há duas décadas atuando contra o PCC, a mudança desloca o tema para a esfera de defesa e da CIA, o que pode reduzir o intercâmbio direto de informações com FBI e DEA. Ele participou de encontros com autoridades americanas em Boston.

Gakiya aponta que a classificação pode dificultar trocas rápidas de dados entre autoridades brasileiras e americanas, prejudicando investigações em andamento sobre membros do PCC que atuam nos EUA. Ele também alerta para impactos em cooperação técnica.

Repercussões e riscos

A adoção pode alterar a condução de investigações, com informações classificadas como confidenciais ou secretas pela CIA. A diferença de enfoque entre as instituições pode atrasar a troca de informações rotineiras entre as forças de ambos os países.

Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro comemoraram a decisão como endurecimento no enfrentamento às facções. Do lado brasileiro, há quem tema impactos econômicos, com riscos a operações de bancos ligados ao sistema financeiro internacional.

Gakiya ressalta ainda a possibilidade de congelamento de bens e ativos de pessoas, grupos ou instituições que mantenham vínculos com as facções. Pontos sensíveis envolvem operações financeiras que podem alcançar o Brasil.

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