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Como funciona a ajuda humanitária do Brasil à Bolívia

Brasil envia ajuda humanitária à Bolívia, com 16 toneladas de arroz e 5 de leite em pó, após pedido de Paz, em meio a desabastecimento e protestos

Avião da FAB com ajuda humanitária chega na Bolívia
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  • O governo de Luiz Inácio Lula da Silva enviou ajuda humanitária à Bolívia após pedido do presidente Rodrigo Paz.
  • Um KC-390 da Força Aérea Brasileira levou alimentos — 16 toneladas de arroz e 5 toneladas de leite em pó — de Brasília para La Paz.
  • A operação é coordenada pelo Itamaraty, com participação dos ministérios da Defesa, do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social.
  • A doação está respaldada pela Lei nº 12.429, que autoriza o governo a doar estoques de alimentos para assistência humanitária internacional, em parceria com o Programa Mundial de Alimentos.
  • O contexto inclui crise na Bolívia, com protestos e desabastecimento, e o Itamaraty emitiu alerta sobre viagens a La Paz, Oruro e Potosí devido às interrupções rodoviárias.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou nesta sexta-feira, 29 de maio, uma ajuda humanitária à Bolívia após pedido do presidente boliviano, Rodrigo Paz. O material foi direcionado à capital La Paz para amenizar desabastecimento causado por bloqueios rodoviários e protestos contra o governo. A entrega ocorreu por meio de um KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB).

O carregamento soma 16 toneladas de arroz e 5 toneladas de leite em pó. A operação foi coordenada pelo Itamaraty, em conjunto com o Ministério da Defesa, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Ministério do Desenvolvimento Social. O envio integra o conjunto de apoio humanitário brasileiro a países da região.

O que está em jogo

A Bolívia vive protestos e bloqueios de estradas que afetam o abastecimento de alimentos, combustíveis e itens médicos. O país enfrenta uma das piores crises econômicas em quatro décadas, com impactos em La Paz, El Alto e outras regiões.

Estrutura institucional e custos

A Lei nº 12.429/2011 autoriza o Executivo a doar estoques públicos de alimentos para assistência humanitária internacional. O Itamaraty define os quantitativos e os destinatários, em coordenação com o Programa Mundial de Alimentos (PMA). O PMA cuida dos custos de frete e transporte, conforme a legislação. Em situações excepcionais, despesas podem ser cobertas por dotações da PGPM e do PAA.

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