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Cristã presa no Irã é impedida de retirar tumores

Cristã presa no Irã é impedida de realizar cirurgia para remover tumores, agravando risco à saúde enquanto enfrenta condenação e negação de tratamento médico

Imagem ilustrativa. (Foto: Pexels/Philippe Gerber).
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  • Mahshar Parandin, 50 anos, cristã presa no Irã, tem dois tumores — um no cérebro que prejudica equilíbrio, movimento e fala, e outro na garganta — e precisa de cirurgia urgente.
  • O atendimento médico foi negado pelas autoridades do regime islâmico, e o promotor rejeitou seu pedido de liberdade condicional.
  • Ela cumpre uma pena de dois anos na Prisão de Evin, em Teerã, e é pintora que se converteu a Jesus.
  • A HRANA aponta que a negação de atendimento médico a presos cristãos é uma violação recorrente de direitos, citando outros casos.
  • O Irã é apresentado como país onde cristãos enfrentam perseguição; a organização Portas Abertas coloca o Irã em décima posição na Lista Mundial da Perseguição 2026, destacando crescimento da igreja secreta.

Mahshar Parandin, uma mulher cristã de 50 anos, está presa no Irã e teve negada a cirurgia para remover tumores no cérebro e na garganta. O caso é descrito pela HRANA, agência de direitos humanos. A paciente, que cumpre pena na prisão de Evin, em Teerã, precisa de atendimento médico urgente.

Segundo a HRANA, Parandin sofre de doença cardíaca e já teve o equilíbrio, os movimentos e a fala afetados pelo tumor cerebral. O segundo tumor, na região da garganta, cresce de forma visível, exigindo intervenção médica imediata. A negação ocorreu ainda sem data anunciada.

O promotor rejeitou o pedido de liberdade condicional, enquanto a enferma permanece sem cirurgia. Parandin é pintora de profissão e convertida a Jesus; ela cumpre pena de dois anos na prisão. A negativa de atendimento médico para prisioneiros é denunciada por organizações de direitos humanos.

Casos de violação do atendimento médico

A partir de Article 18, outros cristãos detidos também tiveram acesso negado a tratamentos. Aida Najaflou foi devolvida à prisão antes de receber tratamento para uma fratura na coluna, no ano anterior. Relatos semelhantes apontam para Saheb Fadaie, Laleh Saati e Mina Khajavi, cuja prisão coincidiu com recuperação incompleta de lesões.

Essa prática é apresentada como parte de uma violação sistemática de direitos pelo regime iraniano, conforme organismos internacionais. O Irã ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas.

Contexto adicional aponta que o Irã, país de maioria muçulmana, restringe atividades religiosas não muçulmanas e a prática de fé cristã. A comunidade cristã, porém, mantém atuação discreta e cresce de forma subterrânea conforme relatos de organizações de direitos humanos.

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