- O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificará o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de cinco de junho, após reunião entre Flávio Bolsonaro e o secretário de Estado Marco Rubio.
- A notícia foi repercutida pelo New York Times e pelo Financial Times, destacando a pressão da família Bolsonaro junto a Donald Trump para a designação.
- Segundo o NYT, a decisão ocorreu após meses de lobby dos filhos de Jair Bolsonaro, aliados de Trump, e surgiu pouco tempo depois de visitas de Bolsonaro à Casa Branca.
- A reportagem aponta riscos para o sistema financeiro brasileiro, já que a designação pode implicar sanções a instituições envolvidas com as quadrilhas, que atuam em setores como gás, imóveis, commodities e criptomoedas.
- O Financial Times ressalta que, embora haja reaproximação entre EUA e Brasil, a decisão pode dificultar esse movimento e gerar atritos na política interna brasileira.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras a partir do dia 5 de junho. A decisão foi anunciada dois dias após um encontro entre Flávio Bolsonaro e o secretário de Estado Marco Rubio, em Washington.
A imprensa internacional destacou que a medida chega após meses de pressão pressionados pelos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro. O New York Times aponta que a decisão foi influenciada por reuniões entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump na Casa Branca.
Segundo o NYT, o governo americano já havia considerado a designação há cerca de um ano, mas o momento favoreceu o avanço, com o apoio de aliados próximos a Trump. A reportagem ressalta que a designação envolve sanções econômicas e pode impactar instituições financeiras brasileiras.
O Financial Times também coloca o anúncio em contexto de aproximação entre Trump e Lula, sugerindo que a decisão pode repercutir nos laços entre Brasil e EUA. A publicação cita receios de autoridades brasileiras de interferência na política interna.
Além disso, a cobertura de outras emissoras aborda riscos para o setor bancário e para a economia formal, já que a inclusão de quadrilhas brasileiras entre terroristas pode permitir sanções contra entidades ligadas a esses grupos.
A imprensa internacional também comenta a reação brasileira, com o governo Lula defendendo que as facções não perseguem objetivos ideológicos claros e destacando possíveis consequências diplomáticas da medida.
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