- A União Europeia está finalizando a criação de uma reserva estratégica de minerais críticos, com tungstênio, terras raras e gálio; magnésio, germânio e grafite podem entrar na lista inicial.
- O objetivo é reduzir a dependência da China, protegendo a indústria de defesa, semicondutores e a transição energética.
- A lista de minerais críticos é associada à OTAN, com exceção do magnésio, destacando sua importância para produção militar.
- Dados do Tribunal de Contas Europeu mostram elevada dependência da China: 97% do magnésio da UE, mais de 80% dos minerais de terras raras refinados pela China e 98% da capacidade global de refino de gálio.
- A medida surge em meio a restrições iminentes e à necessidade de localizar reservas para tornar portos europeus menos vulneráveis a fornecimentos externos.
O bloco europeu está finalizando o que pode ser o primeiro grande reserva estratégica de minerais críticos. A ideia é criar um “bunker” de terras raras, tungstênio e gálio para reduzir a dependência da China. A UE já definiu os materiais que abrirão a reserva, com magnésio, germânio e grafite na lista inicial como possibilidade de inclusão.
A medida, anunciada por Bruxelas, busca fortalecer a economia europeia frente a restrições e choques no abastecimento. Componentes vitais para defesa, semicondutores e transição energética aparecem entre os objetivos da iniciativa, reforçando a proteção de cadeias produtivas estratégicas.
Dependência da China e dados críticos
Segundo o Tribunal de Contas Europeu, a Europa é fortemente dependente de fornecedores chineses. A China fornece 97% do magnésio consumido no bloco, refinando mais de 80% das terras raras e controlando 98% da capacidade global de refino de gálio, segundo o relatório citado.
A depender menos de importações, a UE pretende reduzir vulnerabilidades em setores militares e tecnológicos. A iniciativa é parte de um conjunto de medidas para diversificar fontes e aumentar a resiliência industrial.
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