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Fórum de Segurança Pública critica classificação dos EUA sobre PCC e CV

FBSP critica classificação dos EUA de PCC e CV como terroristas, afirma que medida simplifica o problema estrutural e pode impactar o sistema financeiro brasileiro

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e passa a valer em 5 de junho - (crédito: Jim Watson/AFP)
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  • Os Estados Unidos classificaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras, com a nova tipificação entrando em vigor em cinco de junho.
  • O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) critica a medida, dizendo que ela simplifica um problema estrutural do crime organizado no Brasil e pode impactar a economia e o sistema financeiro.
  • O governo americano afirma que a decisão busca enfraquecer o financiamento dessas redes criminosas e ampliar instrumentos de bloqueio de recursos.
  • O FBSP aponta que o combate às facções depende de ações internas mais amplas, como retomada de territórios e maior controle sobre setores usados para lavagem de dinheiro, além de manter a cooperação Brasil–EUA.
  • O texto destaca áreas que exigem maior fiscalização: fintechs, apostas esportivas e criptoativos, considerados canais de movimentação de recursos por organizações criminosas.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras. Em nota, a entidade afirma que a medida simplifica um problema estrutural do crime organizado no Brasil.

Segundo o FBSP, a nova classificação pode impactar a economia e o sistema financeiro, além de não enfrentar as causas profundas da violência associadas às facções. A entidade sustenta que o combate às facções depende de ações internas mais amplas no Brasil.

A decisão foi anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e passa a valer em 5 de junho. O governo norte-americano diz que a medida visa enfraquecer o financiamento das redes criminosas e ampliar instrumentos de bloqueio de recursos.

O FBSP aponta que o combate às organizações no Brasil passa pela retomada de territórios controlados, pelo fortalecimento do policiamento e pelo monitoramento de setores usados para lavagem de dinheiro. A avaliação é de que políticas domésticas são prioritárias.

A entidade também destaca três áreas que exigem maior fiscalização: fintechs, casas de apostas esportivas (bets) e criptoativos, citados como canais de movimentação de recursos criminosos. A observação vem no contexto da mudança de classificação.

Antes da mudança, PCC e CV eram classificados pelos EUA como Terroristas Globais Especialmente Designados. A nova tipificação amplia sanções e instrumentos de restrição financeira, segundo o governo norte-americano.

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