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FUP critica classificação de PCC e CV como terroristas, dizendo ser pretexto

FUP classifica a designação do PCC e do CV como terroristas pelo Departamento de Estado dos EUA como pretexto para intervenção, elevando o alerta sobre a soberania brasileira

"Defender a soberania nacional significa defender a Petrobras, os combustíveis como patrimônio estratégico do país, e o direito do Brasil de decidir seus próprios caminhos sem tutela estrangeira", disse Cibele - (crédito: Marcelo Aguilar/Sindipetro Unificado)
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  • A Federação Única dos Petroleiros (FUP) condenou a decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.
  • A FUP afirma que a classificação extrapola a cooperação internacional no combate ao crime organizado e pode violar a soberania nacional brasileira.
  • A coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, disse que o “pretexto para intervenção é inaceitável” e comparou o movimento a episódios de intervenções estrangeiras na região.
  • A medida foi publicada pelo Departamento de Estado em 28 de maio e entra em vigor em 5 de junho.
  • A FUP ressalta que defender a soberania significa proteger a Petrobras, os combustíveis e recursos nacionais, e o direito do Brasil de seguir seus caminhos sem tutela externa.

Na quinta-feira (28/5), o Departamento de Estado dos EUA classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida entrará em vigor no dia 5 de junho, segundo o governo norte-americano, e gerou reação internacional. A decisão ocorre no contexto de esforços globais de combate ao crime organizado transnacional.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) emitiu críticas à classificação, afirmando que a medida extrapola a cooperação entre nações e pode violar a soberania brasileira. A federação argumenta que ações contra criminalidade devem seguir modos de cooperação, sem justificar intervenções externas.

Reação da FUP e defesa da soberania

Cibele Vieira, coordenadora-geral da FUP, pediu que a soberania nacional seja preservada, destacando que recursos estratégicos do país devem permanecer sob controle brasileiro. Ela citou a Petrobras, os combustíveis e o pré-sal como patrimônios a serem defendidos pelo Brasil, sem tutela estrangeira.

A entidade entende que o combate às organizações criminosas é necessário, mas alerta para riscos de interferência externa sobre riquezas nacionais. A FUP mantém o posicionamento de que decisões sobre esses ativos devem partir do Brasil, de forma independente.

Autor: Raphael Pati

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