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Gakiya alerta sobre risco de ação militar secreta dos EUA no Brasil

Classificação dos facções como terroristas pode deslocar investigações para a CIA e forças militares, elevando sigilo e prejudicando cooperação Brasil-EUA

Gakiya comenta a classificação de facções como terroristas
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  • O Departamento de Estado dos EUA anunciou que o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital serão classificados como organizações terroristas.
  • O promotor Lincoln Gakiya diz que a decisão é grave e pode fazer as investigações saírem da esfera policial para a CIA e as forças militares americanas, afetando cooperação.
  • A classificação pode deixar o sistema financeiro brasileiro sob suspeita e dificultar a troca de informações entre Brasil e Estados Unidos.
  • A ideia é relacionada à Operação Carbono Oculto, que apontou uso de postos de combustíveis e contas em fintechs para lavagem de dinheiro envolvendo os grupos.
  • Bancos que não tiveram relação direta com o PCC, mas receberam recursos, podem ser sancionados; vale acompanhar a entrevista completa de O Assunto #1730.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira (28) que irá classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A decisão pode mudar o patamar das ações entre os dois países e elevar o nível de sigilo em operações futuras.

Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, a medida é considerada grave e pode trazer impactos para as investigações em solo brasileiro. Ele afirmou que, com a classificação, parte das ações norte-americanas sairia da esfera policial para a supervisão de agências como a CIA e das forças militares dos EUA.

Gakiya ressaltou que o avanço da classificação pode afetar o fluxo de informações entre Brasil e Estados Unidos, já que haveria maior sigilo nas operações. Ele também destacou que o sistema financeiro brasileiro passaria a ficar sob maior suspeita, com impactos possíveis a bancos, fintechs e outros setores de investimento.

Além disso, o promotor mencionou a potencial combinação entre a classificação e a atuação de autoridades norte-americanas, o que poderia reduzir a troca de informações entre países. Ele projetou que investigações e ações relacionadas aos grupos poderiam ganhar maior controle de segurança nacional, com maior aplicação de sigilo.

Gakiya observou ainda que, conforme a nova classificação, bancos que não tiveram envolvimento direto com o PCC ou com o esquema, mas que receberam recursos, poderiam enfrentar sanções. Ele indicou que a situação merece acompanhamento atento.

A íntegra da entrevista está disponível no episódio O Assunto #1730, que pode ser ouvido em plataformas de áudio e no portal G1. O material aborda impactos da medida para as facções no Brasil e na região.

Resumo: a classificação pode alterar o regime de cooperação entre EUA e Brasil, com efeitos sobre investigações, ações militares e controle financeiro, além de aumentar o sigilo de informações de segurança nacional.

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