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Gakiya considera gravíssima a classificação de PCC e CV como terroristas

Promotor afirma que classificar PCC e CV como terroristas é gravíssima para o Brasil, com potencial de afetar o sistema financeiro e a cooperação com os EUA

Na imagem, Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo
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  • Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, classificou como gravíssima a decisão dos Estados Unidos de incluir o PCC e o CV entre organizações terroristas.
  • Segundo ele, a medida pode afetar o sistema financeiro brasileiro por meio de sanções e provocar operações secretas da CIA no país.
  • Há preocupação com a possibilidade de a troca de informações entre Brasil e Estados Unidos ficar comprometida se informações forem classificadas como confidenciais ou secretas.
  • O promotor citou a operação Carbono Oculto, dizendo que empresas investigadas podem ser punidas e que valores teriam passado por gestoras de fundos e por bancos com negócios em dólar com o sistema financeiro norte‑americano.
  • Gakiya afirmou que a classificação norte‑americana de facções do México e da Venezuela não trouxe benefícios práticos e afirmou que os EUA não conseguem combater PCC e CV nem dentro do seu território.

O promotor Lincoln Gakiya, especialista em combate ao crime organizado, qualificou como gravíssima a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções PCC e CV como terroristas. A afirmação foi feita em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira.

Segundo Gakiya, a medida pode impactar o sistema financeiro brasileiro por meio de sanções e pode facilitar operações da CIA no Brasil. Ele também ressaltou a possibilidade de mudanças na troca de informações entre Estados Unidos e Brasil, caso partes do conteúdo sejam classificadas como confidenciais ou secretas.

O promotor analisou ainda impactos sobre investigações em andamento. Ele citou a operação Carbono Oculto, envolvendo suspeita relação com o PCC, afirmando que recursos podem ter migrado para gestoras de fundos e bancos que operam em dólar com o sistema financeiro norte-americano.

Gakiya afirmou que, na prática, a classificação de facções do México e da Venezuela pelos EUA não gerou ganhos significativos. Criticou a ideia de que a decisão provocaria intervenção direta para eliminar PCC e CV, destacando que os próprios Estados Unidos enfrentam dificuldade nesse combate dentro de seu território.

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