- Mais de 20 mil pessoas no sudeste da Inglaterra ficaram sem água ou com pressão reduzida nesta semana, durante a onda de calor.
- Em Whitstable, cerca de 8 mil moradores ficaram sem abastecimento, levando estabelecimentos a fecharem.
- A Agência Ambiental da Inglaterra informou que março e abril tiveram chuva abaixo da média, afetando reservatórios, agravado pelo domo de calor.
- A South East Water disse ter bombeado 628 milhões de litros na quarta-feira, 27, cerca de 19% acima da média sazonal, para atender à demanda.
- O domo de calor, massa de ar quente que vem da África, elevou as temperaturas e pressionou o sistema de abastecimento de água no Reino Unido.
Milhares de moradores do sudeste da Inglaterra ficaram sem água durante a onda de calor que atinge grande parte da Europa. Mais de 20 mil pessoas foram afetadas pela interrupção ou pela falta de pressão no abastecimento, nesta semana.
Segundo a Agência Ambiental da Inglaterra, março e abril tiveram chuvas bem abaixo da média, prejudicando os reservatórios. O cenário se agravou com o domo de calor que elevou a demanda por água, com temperaturas locais chegando a 33°C.
Na cidade costeira de Whitstable, cerca de 8 mil pessoas ficaram sem qualquer abastecimento, levando estabelecimentos a fechar. Um empresário local afirmou que, sem água, não é possível higienizar e preparar alimentos.
Falha das fornecedoras
A população local responsabiliza as fornecedoras por falhas no serviço. A South East Water já enfrentava investigações por interrupções no início do ano, enquanto a empresa afastou a falta de armazenamento como causa principal.
A South East Water informou que a demanda aumentou com as altas temperaturas, empurrando o sistema além do ponto de equilíbrio no momento de menor armazenamento. A empresa atende 2,3 milhões de pessoas e disse ter bombeado 628 milhões de litros na quarta, 27, volume 19% acima da média.
As altas temperaturas que atingiram a Europa Ocidental vêm de um domo de calor, massa de ar quente proveniente da África presa pela pressão alta. O fenômeno acompanha recordes de calor no Reino Unido e na França, associados às mudanças climáticas que ampliam eventos extremos.
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