- Ministros das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e de Omã, Badr Albusaidi, discutiram hoje sobre a administração do Estreito de Ormuz, em meio a ameaças dos Estados Unidos.
- Irã e Omã são os únicos países costeiros que controlam a passagem estratégica, pela qual passa cerca de 20% do petróleo mundial.
- O chanceler iraniano afirmou que a conversa tratou da administração futura do estreito em linha com responsabilidades soberanas e direito internacional, manifestando solidariedade a Omã diante de ameaças.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou atacar Omã caso não aceite exigências para o Estreito de Ormuz; o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que o governo americano não tolerará tentativas de impor um sistema de pedágio na passagem.
- O estreito permanece sob controle da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã desde o início do conflito, com passagem de embarcações suspensa.
O Irã e Omã discutiram a gestão do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira, 29/5, em uma reunião entre os ministros das Relações Exteriores Abbas Araghchi e Badr Albusaidi. O foco foi a administração da passagem estratégica, com vistas ao direito internacional e à soberania nacional. As autoridades citaram solidariedade entre os dois países diante de pressões externas.
O encontro ocorreu em meio a pressões anunciadas pelos Estados Unidos, que ameaçaram usar força caso Omã não aceite exigências para o Estreito de Ormuz. O governo iraniano afirmou que a discussão buscava estabilidade e conformidade com normas internacionais. Omã participa como país costeiro da rota.
O Estreito de Ormuz é a passagem que facilita cerca de 20% do petróleo mundial, ligando o Golfo ao Oceano Índico. Países costeiros são Irã e Omã. O Irã criou um órgão para controlar a passagem, medida criticada pelos EUA, que defendem o livre tráfego e o direito internacional. O canal permanece fechado para navios pela Guarda Revolucionária desde o início do conflito.
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