- Médicos bolivianos denunciam desabastecimento grave que pode levar o sistema de saúde a colapsar, com bloqueios de estradas que duram há um mês.
- Hospitais têm suprimentos para menos de cinco dias e já estão racionando comida para pacientes.
- Quatro pessoas morreram por não receberem atendimento médico oportuno, segundo a Defensoria do Povo.
- Cerca de cinquenta toneladas de medicamentos e oxigênio não puderam ser distribuídas devido aos bloqueios, conforme a Câmara da Indústria Farmacêutica Boliviana.
- O governo cobra diálogo e libera passagem de caminhões-tanque de oxigênio, destacando a urgência diante da evaporação do oxigênio líquido; protestos seguem em La Paz.
Centenas de médicos protestaram nesta quinta-feira em La Paz para denunciar a grave escassez de medicamentos e alimento que afeta pacientes. O protesto ocorreu no centro da capital boliviana, com pacientes e profissionais buscando oxigênio, remédios e comida nos hospitais.
Segundo relatos, os suprimentos aos hospitais duram menos de cinco dias e o racionamento de itens básicos já é utilizado para enfrentar a crise. A Defensoria do Povo aponta que quatro pessoas morreram por atraso no atendimento devido aos bloqueios nas vias.
A mobilização ocorreu em meio a bloqueios de estradas que persistem há cerca de um mês, apoiados por trabalhadores de diversos setores. A Câmara da Indústria Farmacêutica Boliviana informou que cerca de 50 toneladas de medicamentos e oxigênio não puderam ser distribuídas por causa das interrupções logísticas.
O governo afirma que os bloqueios configuram uma tentativa de alterar a ordem democrática e aponta Evo Morales como incitador dos atos de protesto. Em resposta, autoridades reiteraram a necessidade de passagem de caminhões-tanque com oxigênio para hospitais.
O Ministério da Saúde e Esportes reconheceu a gravidade da situação, destacando a urgência de liberar rotas para manter a assistência médica e o fornecimento de oxigênio líquido, cuja evaporação aumenta a necessidade de logística.
Representantes da área médica pedem diálogo com o governo. O presidente do Conselho de Medicina, Luis Larrea, enfatizou a importância de uma mesa de negociações para reduzir o impacto sobre pacientes.
Até o momento, a região de La Paz registra uma mobilização contínua de profissionais, pacientes e familiares, com medidas de pressão para chamar atenção às dificuldades de acesso a recursos médicos essenciais.
Desabastecimento e medidas emergenciais
O ministério de Saúde tem feito apelos para que lideranças comunitárias liberem as rotas de transporte. A administração ressalta o direito à manifestação, mas reforça que a doença não faz distinção de filiação política, ideologia ou crença.
A crise também envolve o setor energético de hospitalidade de oxigênio, cuja disponibilidade depende da logística de transporte pelas estradas bloqueadas. A situação acende o alerta sobre a capacidade do sistema de saúde de reagir a desabastecimentos prolongados.
Contexto político e reação oficial
O governo acusa setores opositores de promover desestabilização enquanto busca manter o fluxo de insumos hospitalares. A imprensa aponta que a tensão política se soma ao agravamento econômico que a Bolívia enfrenta há meses, com manifestações de diferentes segmentos da sociedade.
As informações são baseadas em cobertura da AFP, Reuters e agências associadas, com dados da Defensoria do Povo e do Ministério da Saúde. Fontes oficiais destacam a necessidade de medidas rápidas para evitar novas perdas de lives.
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