- Os Estados Unidos passaram a designar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, o que pode acionar sanções extraterritoriais e afetar operações comerciais com o Brasil.
- O advogado Welber Barral afirma que investidores e empresas precisarão provar diligência devida para checar fornecedores, sócios e parceiros, aumentando custos e riscos.
- Ele compara o possível efeito ao observado no México, onde a designação elevada o risco e prejudicou investimento americano, exportações e turismo.
- Há preocupação de que o Pix possa enfrentar acusações de lavagem de dinheiro, gerando risco de sanções nos EUA caso haja ligações com organizações terroristas.
- A notícia foi veiculada no UOL News, com a avaliação de que a sanção pode trazer instabilidade para negócios entre EUA e Brasil.
A designação dos PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode elevar riscos e criar instabilidade para empresas que atuam com o Brasil, segundo o advogado Welber Barral. A declaração foi discutida no UOL News – 2ª edição, do Canal UOL.
Barral explicou que a medida aciona leis de sanções extraterritoriais dos EUA, potencialmente aplicáveis a pessoas ou empresas fora do território norte-americano. Ele aponta que o movimento aumenta as exigências de checagem de fornecedores e parceiros.
Segundo o jurista, investidores terão de demonstrar diligência devida para comprovar a ausência de ligações com as facções. O efeito seria maior custo e maior risco na hora de investir, principalmente em cadeias transnacionais.
A prática pode se assemelhar ao que ocorreu no México após a designação de grupos criminosos como terroristas, com impactos em investimentos, exportações e turismo, conforme Barral. Ele destacou também o efeito sobre o sistema financeiro.
No debate, Barral mencionou o Pix como potencial alvo de investigações nos EUA, caso haja ligação com lavagem de dinheiro ligada a organizações terroristas. Alteração nas regras poderia trazer sanções para o sistema de pagamentos.
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