- Planalto afirma que a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas pode comprometer o combate ao crime, o compartilhamento de informações entre as polícias e o sistema financeiro, incluindo o Pix.
- A decisão dos EUA, que incluiu PCC e Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras, passa a valer em cinco de junho.
- O governo brasileiro diz que medidas unilaterais sem negociação podem enfraquecer as ações de combate ao crime, representar risco à vida das pessoas e trazer prejuízos econômicos. A soberania nacional foi qualificada como inelegível.
- O Planalto rejeita interferência externa, afirmando que cabe aos brasileiros definir como o crime é classificado e combatido, mas sinaliza que colaboração internacional é bem-vinda desde que não viole soberania nem prejudique a economia.
- O governo informou ter apresentado, em dezesseis de abril, ao Departamento de Estado dos EUA uma proposta de cooperação para ampliar o controle sobre lavagem de dinheiro no exterior e sobre o tráfico internacional de armas destinadas ao Brasil.
O Planalto afirmou nesta sexta-feira que a decisão dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pode dificultar o combate ao crime e comprometer o compartilhamento de informações entre as polícias. A medida pode impactar ainda o sistema financeiro e o Pix, segundo o governo brasileiro.
Na noite de quinta, Washington decidiu incluir o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras, com vigência a partir de 5 de junho. A mudança ocorre no contexto da cooperação entre os dois países no enfrentamento ao crime organizado.
O governo brasileiro destacou que ações unilaterais, sem negociação, podem enfraquecer ações de segurança pública. Em nota, o Planalto classificou a soberania nacional como inequivocamente indivisível e reiterou que o Brasil não admite interferência externa em seus assuntos internos.
Apesar das críticas, o Palácio do Planalto disse que a cooperação internacional no combate às facções será bem-vinda desde que não haja uso de medidas arbitrárias que comprometam soberania e economia do país.
O governo informou que, em 16 de abril, apresentou ao Departamento de Estado dos EUA uma proposta de cooperação para ampliar o controle sobre operações de lavagem de dinheiro no exterior e sobre o tráfico de armas com destino ao Brasil.
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