- Paraguai classificou o PCC e o CV como organizações terroristas em 31 de outubro de 2025, permitindo medidas militares mais restritivas e penas mais severas a integrantes e colaboradores, com reforço de checagens de documentos e aumento da presença do Exército e da polícia na fronteira com o Brasil.
- Na Argentina, também no dia 31 de outubro de 2025, o PCC e o CV foram incluídos no Registro Público de Pessoas e Entidades vinculadas a Atos de Terrorismo (REPET), enquadrando as facções como narcoterroristas e levando ao envio do Exército à região da Tríplice Fronteira.
- A ministra argentina da Segurança, Patricia Bullrich, citou a “teoria da debandada” para justificar a mobilização, com inspeções mais rigorosas a brasileiros na passagem pelo país, embora turistas não fossem confundidos com integrantes dos grupos.
- As ações na Argentina e no Paraguai foram respostas diretas à operação Contenção, da polícia militar brasileira, realizada em 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos.
- Segundo o governo dos Estados Unidos, o PCC e o CV serão incluídos na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) em 5 de junho, passando a integrar grupo que já reúne Hamas, Hezbollah, Al-Qaeda e o Cartel de Sinaloa; os dois grupos já estavam sancionados pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
O governo do Paraguai classificou o PCC e o CV como organizações terroristas em 31 de outubro de 2025, sob a presidência de Santiago Peña. A medida permite ações militares e penas mais severas a integrantes e colaboradores. A decisão ocorreu em meio a acusações de tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. O decreto elevou a percepção de risco à soberania do país.
Na Argentina, o governo de direita de Javier Milei adiantou medidas similares no mesmo dia. O PCC e o CV passaram a constar no REPET, ligado ao Ministério da Justiça, como organizações narcoterroristas. O governo também decretou alerta máximo nas fronteiras e enviou o Exército para a região da Tríplice Fronteira, com presença de blindados, helicópteros e equipamentos avançados.
A atuação argentina teve como justificativa a mobilização descrita pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich, baseada na chamada teoria da debandada, segundo a qual criminosos cercados buscam refúgio em países vizinhos. Também houve inspeções mais rigorosas a viajantes vindos do Brasil, com exceção de turistas, para não criar confusão com grupos criminais.
Foi criada a mesma linha de contenção no Paraguai, fortalecendo checagens de documentos na fronteira com o Brasil e ampliando a atuação do Exército e da Polícia. O monitoramento financeiro foi intensificado para desarticular redes de lavagem de dinheiro e remessas ligadas às facções, em resposta à operação de 28 de outubro no Rio de Janeiro.
Nos EUA, o Departamento de Estado informou a inclusão oficial do PCC e do CV na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) com previsão de publicação no dia 5 de junho. A medida coloca as duas facções no mesmo grupo de entidades como Hamas e Hezbollah. Antes disso, já haviam sido alvo de sanções do Tesouro dos EUA pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
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