- A porta-voz Amanda Roberson afirmou que o PCC e o CV atuam em doze estados americanos, o que influenciou a classificação das facções como organizações terroristas.
- A decisão foi baseada em avaliações de segurança nacional e faz parte da estratégia dos EUA de usar instrumentos legais para proteger o território.
- Roberson negou que a medida tenha sido influenciada pelo senador Flávio Bolsonaro, que se reuniu com o presidente Trump nos EUA.
- A classificação foi anunciada pelo Departamento de Estado e passa a valer em cinco de junho.
- O Tesouro já incluiu PCC e Comando Vermelho na lista de sanções financeiras (Ofac), com possível bloqueio de bens e restrições a quem prestar apoio; Lula criticou a atuação de Flávio Bolsonaro.
A spokeswoman do Departamento de Estado dos EUA para assuntos do Brasil informou que o PCC e o Comando Vermelho atuam em 12 estados americanos. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews nesta sexta-feira e integra a justificativa para classificar as facções como terroristas.
A medida foi anunciada pelo governo americano nesta quinta-feira e passará a valer em 5 de junho. A decisão tem como base avaliações de segurança nacional e faz parte da estratégia de proteção do território dos EUA e de sua economia.
Segundo a porta-voz Amanda Roberson, a decisão não foi influenciada por atores políticos brasileiros, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, que esteve nos EUA para defender a classificação. Ela reforçou que apenas o presidente e a equipe dele tomam decisões de política externa.
O Departamento do Tesouro já havia incluído PCC e CV na lista de sanções financeiras. No registro do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, as facções aparecem como grupos terroristas transnacionais e organizações criminosas, abrindo caminho para bloqueios e restrições financeiras.
A classificação pode facilitar restrições a pessoas ou empresas que prestem apoio às organizações e ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado. Analistas veem o movimento como parte de uma estratégia mais ampla de cooperação transnacional em segurança.
A declaração ocorre em meio a críticas do presidente Lula sobre a atuação de figuras públicas brasileiras junto ao governo americano, que ele atribui a tentativas de incentivar intervenção externa no Brasil.
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