- A polícia de Brisbane prendeu cinco pessoas ao desmontar um acampamento no Victoria Park, onde será instalado o estádio principal dos Jogos Olímpicos de 2032, na manhã desta sexta-feira, com cerca de quarenta agentes envolvidos.
- A operação começou com a prisão de duas pessoas e direito de saída para os demais; após o prazo, houve novos confrontos e mais três prisões.
- Os ativistas lutavam para adiar as obras por meio de recurso ao governo federal, pedindo proteção permanente para a área por seu significado indígena e cultural.
- O local, chamado de Barrambin e considerado pelo povo Yagara como Lugar Ventoso, tem árvores centenárias e importância espiritual; o governo de Queensland retirou proteções ambientais no ano passado, liberando a área de leis de patrimônio e urbanismo.
- Autoridades afirmam que o acampamento representava risco de segurança e buscaram negociações antes do uso da força; os ativistas prometem manter a fogueira cerimonial acesa, organizados pela Embaixada do Acampamento Goori.
A polícia de Brisbane prendeu cinco pessoas hoje ao desmantelar um acampamento de protesto no parque onde será construído o estádio principal das Olimpíadas de 2032, na Austrália. A operação ocorreu pela manhã, para desalojar manifestantes que pleiteavam a proteção da área.
Cerca de 40 agentes retiraram os participantes do Victoria Park, após prender duas pessoas no início da ação. Novo confronto surgiu após o término do prazo determinado, resultando na detenção de mais três indivíduos. As barracas foram desmontadas durante a operação.
O grupo exige que a área seja protegida permanentemente por sua relevância ecológica e cultural, vínculo com a comunidade aborígene e significado espiritual para o povo Yagara. O local Barrambin, que significa Lugar Ventoso, abriga árvores centenárias.
Disputa por terra indígena e leis ambientais
O governo de Queensland retirou proteções ambientais do local no ano passado. A área já funcionou como campo de golfe até 2021 e foi liberada das leis de patrimônio e urbanismo.
Os ativistas tentaram adiar as obras por meio de recurso ao governo federal. O grupo argumenta que o território é de importância indígena e histórico para a comunidade local.
O governo estadual afirma que o acampamento representa risco à segurança. Em nota, as autoridades destacam a transformação do parque em um destino mundial com áreas públicas.
Autoridades e manifestantes
Autoridades dizem ter buscado negociações antes do uso da força policial. Em comunicado conjunto, a GIICA, a câmara municipal e a polícia afirmam ter tentado evitar a permanência no local.
Os ativistas indígenas declararam que manteriam a fogueira cerimonial acesa após a ação. A mobilização, organizada pela Embaixada do Acampamento Goori, permanece como resistência não violenta.
Fonte: Reuters
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