- Em Moscou, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou que usar pretexto para intervenção é inaceitável, após EUA classificarem organizações narcotraficantes do Brasil como terroristas.
- Amorim ressaltou que cooperação internacional contra o crime organizado é bem-vinda, desde que respeite a soberania dos países.
- O governo brasileiro rejeita a equiparação entre narcotráfico e terrorismo, por entender que isso pode abrir espaço para intervenções externas.
- Especialistas alertam que rotular facções criminosas como terroristas pode expor o Brasil a intervenções dos Estados Unidos.
- O texto aborda, ainda, histórico de ações americanas na região, como Cuba e Venezuela, e acusações ligadas a Maduro, com contextualização sobre a controvérsia internacional.
Durante visita a Moscou para o Fórum Internacional de Segurança, Celso Amorim, assessor especial da Presidência, afirmou que usar pretexto de intervenção é inaceitável após os EUA classificarem organizações narcotraficantes brasileiras como terroristas. O objetivo é combater o crime organizado sem violar a soberania.
Amorim ressaltou que a cooperação internacional contra o crime deve ocorrer de forma consentida entre os Estados, com foco em lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Ele destacou que intervenções externas não condizem com o cessar de conflitos entre nações.
O assessor reforçou que o Brasil não concorda com equiparar o narcotráfico ao terrorismo, pois tal classificação pode ser usada para justificar ações extraterritoriais. Mencionou a necessidade de compreender motivações para aumentar a eficácia no combate ao crime.
Contexto internacional
Especialistas em relações internacionais alertam para riscos de uso da classificação de terrorismo como pretexto para intervenções. A discussão envolve a atuação dos EUA na América Latina, incluindo casos envolvendo Cuba e a Venezuela, sempre sob o tema da luta contra o terrorismo ou o narcotráfico.
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