- PCC e CV passam a constar na lista de organizações terroristas estrangeiras dos Estados Unidos a partir de 5 de junho, segundo o Departamento de Estado.
- A lista foi criada em 1997 com 14 integrantes e, atualmente, reúne 94 organizações.
- Entre os nomes já incluídos estão grupos globais como Al Qaeda, Estado Islâmico, além de facções sul-americanas como Tren de Aragua e Cartel de Sinaloa.
- A designação pode ser revogada, caso o grupo não atenda mais aos critérios ou haja mudanças relevantes nas circunstâncias, conforme o Departamento de Estado.
O governo dos Estados Unidos atualizou a lista de organizações terroristas estrangeiras, criada em 1997 e que já reúne 94 grupos. Entre os incluídos constam facções brasileiras, o PCC e o CV, que passarão a integrar a relação a partir de 5 de junho.
A designação é feita pelo Departamento de Estado dos EUA e tem como base critérios de violência e ameaça à segurança nacional. A lista já incluía grupos como Al Qaeda, Hezbollah e Estado Islâmico, entre outros.
Quem está na lista
Em comunicado publicado na quinta-feira, 28 de maio, o secretário de Estado, Marco Rubio, informou que o PCC e o CV são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Eles entram no rol a partir de 5 de junho.
A relação foi criada no começo de 1997 com 14 integrantes. Ao longo do tempo, novas organizações foram incluídas, aumentando o total para 94. A lista também passou a incorporar grupos latino-americanos nos últimos anos.
Além de grupos brasileiros, a lista tem exemplos de facções da América Latina, África, Ásia, Europa e Oriente Médio. Entre eles aparecem quadrilhas, milícias e organizações ligadas a conflitos regionais.
Observações sobre a lista e saídas
A designação como terrorista não é imutável: desde a criação, mais de 20 grupos já foram retirados por critérios alterados ou cessar atividades violentas. Em alguns casos, houve mudanças de acordos de paz ou reconfigurações internas.
Segundo o governo americano, a retirada pode ocorrer se a organização deixar de representar ameaça ou de praticar terrorismo. Também há possibilidade de revisão pela Justiça ou pelo Congresso.
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