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Senadores debatem classificar PCC e CV como terroristas e cogitam viagem aos EUA

Senadores discutem impactos da designação de PCC e CV como terroristas pelos EUA e cogitam ida a Washington para entender consequências

Governo dos Estados Unidos decidiu classificar PCC e CV como organizações terroristas.
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  • O senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência, convocou reunião para 9 de junho para debater a decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
  • Trad não descarta levar uma comitiva pluripartidária aos Estados Unidos para entender como a medida pode ajudar no combate ao crime organizado sem ferir a soberania nacional.
  • A senadora Tereza Cristina afirmou que o Congresso precisa ouvir especialistas para entender os impactos da decisão.
  • A designação dos PCC e CV como terroristas foi anunciada pelo Departamento de Estado, com o secretário Marco Rubio ciente da discordância brasileira.
  • O governo Lula aponta riscos e eventuais prejuízos a empresas brasileiras e busca mapear as consequências da medida.

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), convocou uma reunião para 9 de junho. O objetivo é debater os desdobramentos da decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas e avaliar impactos para o Brasil.

Trad não descarta a possibilidade de uma comitiva pluripartidária ir aos Estados Unidos para entender procedimentos. A ideia é verificar como a medida pode contribuir no combate ao crime organizado sem ferir a soberania nacional.

Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), disse que é essencial ouvir especialistas. A senadora aponta a necessidade de consultar autoridades de inteligência, defesa, segurança pública, economia e diplomacia para entender os impactos.

Contexto internacional

A designação como terroristas das maiores facções brasileiras foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA após contatos com o governo brasileiro. O anúncio ocorreu mesmo com críticas oficiais do Brasil sobre possíveis riscos à economia e a empresas nacionais.

O secretário de Estado Marco Rubio, aliado da família Bolsonaro, assinou a decisão após trâmites com o Tesouro, que atua na aplicação de sanções e congelamento de bens. A decisão se soma a discussões políticas que já ganham atalhos no Congresso.

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