- Tribunal en Kenya suspendeu planos dos EUA de abrir um centro de quarentena para Ebola, com 50 leitos, ligado a cidadãos norte-americanos, cuja localização exata não foi revelada.
- A Corte de Alta Instância proferiu uma ordem que impede a operação de qualquer centro de Ebola por governo estrangeiro até que o caso seja julgado.
- A Katiba Institute alegou risco grave e iminente para a saúde pública caso o acordo siga adiante; autoridades locais não comentaram diretamente.
- O centro seria atendido por médicos dos EUA para tratar cidadãos americanos potencialmente expostos ao vírus na República Democrática do Congo e em Uganda; a epidemia já causou mortes e infecções na região.
- O governo dos EUA planejava apoiar com recursos de assistência e informou que a primeira equipe já foi enviada; o presidente do país enfatizou cooperação regional, e os EUA prometem cerca de 13,5 milhões de dólares para a preparação de Kenya.
Um tribunal de justiça no Quênia suspendeu os planos dos Estados Unidos de abrir um centro de quarentena para Ebola no país. A unidade, com 50 vagas de isolamento, seria operada por médicos norte-americanos e deveria começar a funcionar nesta sexta-feira, segundo um responsável dos EUA. O governo queniano não comentou diretamente o assunto.
A ação foi movida pela Katiba Institute, que acusa o arranjo de apresentar riscos graves à saúde pública. A decisão judicial impede a operação de qualquer instalação de Ebola vinculada a governos estrangeiros até o caso ser analisado em audiência. O objetivo alegado é tratar cidadãos dos EUA expostos ao vírus na região.
Contexto da crise e resposta local
O centro de Ebola nos EUA no Quênia pretendia atender pessoas cuja exposição ocorreu na República Democrática do Congo e em Uganda, conforme autoridades americanas. A região do surto está no leste da RDC, com estimativas oficiais de pelo menos 220 mortes e mais de 900 infecções. Uganda também confirmou casos e uma morte.
Entre as motivações, a seleção do Quênia ocorreu pela proximidade com as áreas de surto, visando tratamento rápido para cidadãos norte-americanos. Em contrapartida, a decisão judicial proibiu autoridades de admitir no país pessoas expostas ou infectadas sob o acordo proposto. A Katiba Institute argumentou haver risco iminente à vida sem salvaguardas adequadas.
Reação doméstica e cooperação internacional
A imprensa local descreveu críticas amplas, com a maior parte dos médicos do país pedindo transparência sobre eventuais acordos bilaterais. A Kenya Medical Practitioners, Pharmacists and Dentists Union questionou a escolha do Quênia como anfitrião, acusando o governo de negociar nos bastidores.
Em resposta, o presidente William Ruto afirmou que o país continua buscando cooperação e mantendo a transparência, destacando a necessidade de ação regional diante de ameaças à saúde pública. O ministro das Relações Exteriores informou que Washington apoiará com fundos para a preparação do país frente ao Ebola, como parte de um pacote maior de assistência regional.
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