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Trump afirma estar perto de decisão final sobre acordo com o Irã

Trump afirma que tomará decisão final sobre acordo com o Irã; Teerã sustenta que ainda não há acordo, divergências persistem e mercados reagem

Fontes americanas haviam dito à AFP que o acordo só aguardava a aprovação final de Trump - (crédito: AFP)
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  • Trump afirmou que tomará decisão final sobre um possível acordo com o Irã, após reunião na Casa Branca, enquanto Teerã diz que não houve acordo final ainda.
  • A agência iraniana Fars contestou partes da explicação de Trump, descrevendo as declarações como mistura de verdade e mentira.
  • Trump disse que o Irã retiraria minas do Estreito de Ormuz, encerraria o bloqueio à via marítima sem pedágios e que os EUA suspenderiam o bloqueio aos portos iranianos, com cooperação para retirar e destruir urânio enriquecido.
  • O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que ainda não houve acordo final e que as negociações continuam, sob condições que exigem mudanças por parte dos EUA.
  • No Líbano, Israel informou avanço dentro do país e novos bombardeios ao Hezbollah; o cessar-fogo não tem sido respeitado, agravando a tensão regional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou nesta sexta-feira 29 que vai tomar a decisão final sobre um possível acordo de paz com o Irã. Teerã afirmou que ainda não houve acordo definitivo para encerrar o conflito no Oriente Médio. A Casa Branca não divulgou uma resolução final após a reunião anunciada.

Um relato da agência iraniana Fars contestou pontos centrais da descrição do acordo, descrevendo as informações de Trump como mistura de verdade e mentira. Fontes americanas disseram à AFP que o acordo aguardava apenas a aprovação final de Trump, após semanas de negociações para encerrar o conflito regional.

Trump afirmou, em postagem nas redes sociais, que se reuniria na Sala de Situação para decidir de forma definitiva, reiterando a exigência de que o Irã renuncie a armas nucleares e abra o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo. Também disse que o Irã retiraria minas do estreito e que não haveria trocas de dinheiro até novo aviso.

A parte iraniana, por meio do porta-voz Esmaeil Baqaei, afirmou à TV estatal que não houve acordo final e que as negociações continuam sem um texto final. Fontes citadas pela Fars indicam que Teerã exige a liberação imediata de 12 bilhões de dólares em ativos congelados para avançar.

Baqaei destacou que, no momento, não há negociações em curso sobre o programa nuclear iraniano. Enquanto isso, o chanceler iraniano sugeriu que os EUA bloqueavam o acordo, em diálogo com seu homólogo omanense. Araghchi disse que o acordo dependia de uma mudança de postura dos EUA.

Na visão de autoridades iranianas, o acordo final dependeria de mudanças norte-americanas em termos e posições. O Ministério das Relações Exteriores do Irã informou sobre a continuidade das trocas de mensagens, sem garantias de conclusão.

No Paquistão, o presidente do Parlamento iraniano, que liderou a delegação de paz, manifestou ceticismo quanto às promessas dos EUA, afirmando que o Irã só confia em fatos, não em garantias. O comentário foi publicado na rede social X.

Mercados reagiram com otimismo inicial: as bolsas dos EUA e da Ásia subiram, enquanto o preço do petróleo recuou levemente. Investidores monitoram as chances de retomar o tráfego no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para a economia global.

Combates no Líbano

No front libanês, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças israelenses avançaram mais adentro do Líbano, mesmo com negociações de segurança em Washington. Tropas teriam cruzado o rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira, para atingir o Hezbollah.

Israel manteve bombardeios intensos no sul do Líbano. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, em ligação com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ressaltou a necessidade de esforços para um cessar-fogo como etapa inicial essencial.

O conflito no Líbano começou no fim de fevereiro, quando o Hezbollah, apoiado pelo Irã, reagiu à morte de líderes iranianos em ataques vistos como provocação por parte de Israel e dos EUA. A situação envolve ações militares contínuas e tentativas diplomáticas de contenção.

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