- Trump distribuiu aos aliados, incluindo Israel, uma minuta de acordo de paz com o Irã, segundo o jornal The Guardian.
- A proposta prevê a abertura do Estreito de Ormuz à navegação comercial, a suspensão do bloqueio aos portos iranianos e a liberação de até US$ 12 bilhões em ativos congelados.
- O objetivo é que a navegação retorne aos níveis pré-guerra em 30 dias, com negociações de até 60 dias sobre o programa nuclear iraniano, incluindo supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.
- O Paquistão enviará o ministro das Relações Exteriores a Washington para se reunir com o secretário de Estado, em busca de acelerar as discussões.
- O ataque iraniano a uma base dos EUA no Kuwait reacendeu tensões; o vice-presidente americano afirmou haver atritos em relação ao estoque de urânio enriquecido, e Trump ainda não decidiu sobre o memorando de entendimento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou com aliados uma minuta de acordo de paz com o Irã. A informação é repercutida pelo jornal The Guardian, que aponta que a medida visa evitar novas violações do cessar-fogo que coloquem as negociações em risco. A ideia envolve abrir o Estreito de Ormuz ao tráfego comercial e suspender parte das sanções.
A proposta também prevê suspender bloqueios a portos iranianos e liberar até US$ 12 bilhões em ativos congelados do Irã. O objetivo é retomar a navegação no estreito em 30 dias e iniciar, em até 60 dias, negociações sobre o programa nuclear iraniano. Há foco no estoque de urânio e na supervisão da AIEA.
O porta-voz de Trump e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, disseram que as negociações seguem com atritos, especialmente sobre o estoque de urânio enriquecido e o ritmo do enriquecimento. Vance afirmou que ainda não há data definida para a assinatura do memorando de entendimento.
Na quinta-feira, o Irã realizou um ataque a uma base aérea dos EUA no Kuwait, após a interceptação de drones iranianos no Estreito de Ormuz. O episódio evidencia a fragilidade das negociações em meio a impasses na definição final do acordo, segundo o Guardian.
A imprensa também aponta que o Paquistão enviará o ministro das Relações Exteriores, Mohammad Ishaq Dar, a Washington para reuniões com o secretário de Estado, Marco Rubio. A visita visa acelerar o diálogo e avançar nas discussões.
Desdobramentos e posição internacional
O Guardian afirma que a China pressiona o Conselho de Segurança da ONU para aprovar qualquer acordo. O texto atual seria considerado pouco aceitável por Israel, pois adia compromissos firmes sobre o programa nuclear iraniano e condiciona um cessar-fogo permanente ao Líbano.
O documento não detalha a suspensão de sanções ao petróleo iraniano de forma tão ampla quanto outras versões e garante isenção de pedágio para a navegação no Estreito de Ormuz. Independente, o Irã busca um acordo separado com Omã para cobrar serviços de navegação.
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