- A Colômbia acusa o Equador de interferir na eleição presidencial ao apresentar a eliminação de tarifas aduaneiras como gesto voluntário.
- O Equador afirmou que a medida foi exigência da Comunidade Andina das Nações, e o presidente Daniel Noboa anunciou a suspensão a partir de 1º de junho, em videochamada ao lado do candidato de ultradireita Abelardo de la Espriella.
- Bogotá classifica a declaração como enganosa e uma intromissão no pleito; a Chancelaria aponta violação de soberania e ameaça ao sistema democrático.
- A disputa comercial entre os dois países começou em fevereiro, com uma “taxa de segurança” que chegou a 100% em 1º de maio; a CAN havia pedido a retirada até 21 de maio.
- As eleições ocorrem no domingo; Gustavo Petro apoia Iván Cepeda; autoridades ressaltam que a medida busca proteger setores afetados e segue mecanismos da CAN.
O governo da Colômbia acusou o Equador de tentar interferir na eleição presidencial de Bogotá. Segundo a Chancelaria colombiana, a declaração de Quito sobre a suspensão de tarifas aduaneiras para produtos colombianos foi usada de forma deliberada para influenciar o pleito. A nota oficial classificou a ação como violação da soberania.
O episódio envolveu o presidente equatoriano conservador Daniel Noboa e o candidato colombiano Abelardo de la Espriella. Noboa anunciou a suspensão de tarifas a partir de 1º de junho, em videoconferência ao lado de Espriella, dias antes do pleito. A medida foi apresentada como fruto de uma decisão voluntária, mas foi recebida no Brasil como interferência.
A CAN, foro regional, havia exigido a eliminação das tarifas. Para Bogotá, a decisão não foi fruto de boa vontade, mas sim do cumprimento de pressões diplomáticas. O governo colombiano afirma que a ação contraria o princípio de não intervenção e ameaça a soberania nacional.
O governo de Gustavo Petro destacou que a decisão acontece dentro de um contexto mais amplo de disputa comercial entre Colômbia e Equador. A ministra do Comércio, Diana Morales, informou que a retirada das tarifas atende a diretrizes da CAN e a recomendações de organismos internacionais, como o FMI.
Desde janeiro, a discórdia comercial entre os dois países tem crescido. Noboa implementou uma “taxa de segurança” que variou de 30% a 100% sobre produtos colombianos. A gestão colombiana reagiu, defendendo que as medidas atingiram empresas, cadeias produtivas e comunidades fronteiriças.
A CAN, composta por Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, ordenou que as tarifas fossem retiradas e estipulou um prazo de dez dias úteis para o despreendimento. Esse prazo venceu em 21 de maio, sem a conclusão do repedido solicitado pela comunidade.
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