- Altos comandantes dos Estados Unidos e de Cuba se reuniram em Guantánamo nesta sexta-feira (29) para uma breve troca de informações sobre segurança operacional.
- O encontro ocorreu na base naval americana, com o general Francis Donovan, chefe do Comando Sul, e o general cubano Roberto Legrá Sotolongo, vice‑ministro das Forças Armadas Revolucionárias.
- As delegações consideraram positivo o encontro e combinaram manter a comunicação entre os comandos militares.
- O contexto é de tensão entre os dois países, com Donald Trump ameaçando tomar o poder na ilha e impondo sanções e medidas de embargo contra Cuba.
- Havana pediu retomar o diálogo e advertiu que ações dos EUA colocam em dúvida a seriedade do processo, enquanto o chanceler Bruno Rodríguez pediu ajuda internacional na ONU para evitar um desastre.
Dois generais de alto escalão, um dos Estados Unidos e outro de Cuba, se reuniram nesta sexta-feira em Guantánamo, na base naval americana. O encontro ocorreu em meio à deterioração das relações entre os dois países, provocada pelas pressões do governo dos EUA sobre Cuba. A reunião teve como objetivo uma breve troca de informações sobre segurança operacional.
O encontro reuniu o general Francis Donovan, chefe do Comando Sul dos EUA, e o general cubano Roberto Legrá Sotolongo, vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias e chefe de Estado-Maior. Segundo o Comando Sul, houve uma avaliação de segurança na área da base. O Ministério cubano divulgou que as delegações consideraram o encontro positivo e que permanecerá a comunicação entre os comandos.
Guantánamo fica a cerca de 150 quilômetros da costa da Flórida e abriga a Estação Naval da Baía, ponto estratégico para operações militares dos EUA. Donovan liderou uma avaliação da segurança da instalação e dos militares ali presentes, conforme nota do Comando Sul. A base é apresentada como importante para garantir estabilidade na região.
Contexto diplomático e desdobramentos
As relações entre Havana e Washington se agravam desde janeiro, com novas sanções e medidas de bloqueio ao petróleo. Havana tem sinalizado abertura ao diálogo, mas cobrando tratamento respeitoso por parte de Washington. O chanceler cubano pediu ajuda da comunidade internacional para evitar um desastre na ilha.
Diplomatas cubanos reiteram a importância de manter canais de comunicação, mesmo com a tensão existente. A vice-chanceler Josefina Vidal ressaltou que o diálogo é a via desejada, desde que não haja coerção ou agressões. Por sua vez, autoridades americanas sinalizam disposição para manter contatos, com discrição sobre o andamento das conversas.
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