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Diretor-geral da OMS convoca apoio à resposta ao ebola na RDC

Tedros convoca comunidades do epicentro para fortalecer a resposta ao Ebola na RDC, diante de financiamento da OMS em apenas um terço do necessário

Tedros Adhanom Ghebreyesus (ao centro) — Foto: Moses Sawasawa/AP Photo
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  • O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou à República Democrática do Congo para coordenar a resposta ao surto de ebola.
  • Tedros pediu mais apoio internacional e destacou a importância da participação das comunidades no epicentro do surto, em Ituri e na capital Kinshasa.
  • A OMS informou que, até então, havia recebido apenas um terço do financiamento necessário para a resposta ao ebola.
  • A delegação afirmou que as comunidades conhecem melhor os problemas e as soluções, e que a cooperação entre governo, OMS e atores locais é essencial.
  • A Médicos Sem Fronteiras alertou que o surto está se espalhando em ritmo sem precedentes, com 1.028 casos suspeitos até sexta-feira, e que o apoio de organizações médicas ainda é insuficiente.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu nesta sexta-feira maior envolvimento das comunidades no epicentro do surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC). Ele reforçou a importância da participação local para a eficácia da resposta.

Tedros chegou na quinta-feira à RDC para coordenar as ações contra o surto, que já acumula 1.028 casos suspeitos até sexta-feira, segundo autoridades congoleñas. Em Bunia, capital da província de Ituri, ele destacou que as comunidades conhecem os problemas e as soluções.

Ao chegar a Kinshasa, Tedros já havia solicitado apoio internacional adicional, afirmando que a OMS recebeu até então apenas um terço do financiamento necessário para a resposta. A mobilização busca ampliar recursos e eficiência das ações sanitárias.

Financiamento e alerta da MSF

A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou que o surto circula a uma velocidade sem precedentes para os padrões do vírus. O porta-voz da MSF apontou que o ritmo de casos é elevado desde o momento da declaração.

A MSF também afirmou que o número de organizações médicas atuando no terreno permanece abaixo do necessário, o que complica as operações de controle e atendimento aos pacientes. A entidade pediu maior apoio humanitário para ampliar a resposta.

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