- EUA atacaram neste sábado o navio mercante M/V Lian Star, que viajava em águas internacionais próximo ao Estreito de Ormuz, após supostamente ignorar mais de vinte advertências do bloqueio aos portos iranianos.
- O incidente deixou o navio inutilizado e não há informação de feridos, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom).
- O navio operava com bandeira da Gâmbia e, conforme o Centcom, a embarcação não navegou para o Irã após o ataque.
- O Irã declarou controle total do Estreito de Ormuz, afirmando que todos os navios devem transitar pela rota designada com autorização prévia da Guarda Revolucionária.
- O conflito, que já dura mais de três meses, envolve negociações de paz mediadas pelo Paquistão e discussão sobre o controle do estreito e a reabertura da passagem estratégica.
O Exército dos Estados Unidos afirmou ter atacado neste sábado um navio mercante que tentava romper o cerco imposto aos portos iranianos próximo ao Estreito de Ormuz. A operação ocorreu no Golfo de Omã, sem relatos de feridos até o momento.
Segundo o Centcom, o navio mercante M/V Lian Star navegava em águas internacionais em direção a um porto no Irã. Foram emitidas mais de 20 advertências por violar o bloqueio, e o navio foi considerado inutilizado após o ataque aéreo.
O governo americano explicou que o navio deixou de navegar para o Irã e permanece sob controle de seus comandos. O registro do navio é da Gâmbia, país com registro aberto para embarcações.
Teerã: controle total
As Forças Armadas do Irã afirmaram, neste sábado, que a passagem pelo estreito está sob total autoridade iraniana. Destacaram que todos os navios precisam de autorização prévia da Marinha da Guarda Revolucionária.
O Irã advertiu que qualquer interferência militar na rota de tráfego será respondida de forma contundente. A autoridade local publicou mapa de sua jurisdição para indicar zonas de trânsito com controle prévio.
Contexto e desdobramentos
O conflito no estreito se arrasta há mais de três meses, originado por ataques a partir de operações no Golfo. As negociações de paz, mediadas pelo Paquistão, buscam flexibilizar o controle da via e a retirada de minas.
Washington tem indicado resistência a um acordo que confira controle exclusivo do estreito ao Irã, mantendo condições para a navegação e taxas. O Irã, por sua vez, propõe cobrança de pedágio destinado a serviços de navegação e proteção ambiental.
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