- Uma fonte iraniana confirmou à Reuters que Teerã não entregará urânio enriquecido a países terceiros, e que a questão nuclear não faz parte do acordo preliminar em discussão com os Estados Unidos.
- Analista Américo Martins avalia que a declaração representa novo obstáculo nas negociações entre Teerã e Washington.
- A semana começou com expectativas positivas, mas surgiram dificuldades para confirmar o estado real das negociações, mesmo após comentários de que o acordo estaria em estágio avançado.
- Ibrahim Azizi, presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento, disse que o Irã não vai considerar entregar o urânio enriquecido, posição descrita como linha-dura.
- Sem a entrega do urânio, temas como retirada de tropas, liberação do Estreito de Ormuz e desarmamento parcial perdem relevância, e sem prova de que o Irã não pretende fabricar uma bomba, não há acordo.
O Irã decidiu não transferir seu estoque de urânio altamente enriquecido a países terceiros, segundo uma fonte sênior ouvida pela Reuters. A posição foi apresentada como não fazendo parte do acordo preliminar em negociação com os Estados Unidos.
A informação sugere um novo entrave nas negociações entre Teerã e Washington. Analista de Relações Internacionais afirma que, ao longo da semana, houve oscilações entre avanços e recuos nos diálogos.
Semana de negociações começou com expectativas positivas, com comentários de autoridades americanas de que o texto do acordo poderia sofrer apenas ajustes de linguagem. A percepção inicial de avanços não se confirmou de forma estável.
Ibrahim Azizi, presidente da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, reiterou à imprensa iraniana e à mídia russa que o Irã não irá considerar a entrega do urânio enriquecido. A posição é vista como linha-dura e dificulta o entendimento.
O ponto central do impasse envolve a exigência de Donald Trump de que o Irã encerre totalmente seu programa nuclear, inclusive sob uso pacífico. A proposta implicaria a transferência de aproximadamente 400 a 500 kg de urânio já enriquecido para terceiros.
Analista da CNN aponta que a entrega do urânio seria uma garantia de que o Irã não buscará fabricar armas no futuro. Sem essa concessão, temas como retirada de tropas, liberação de vias no Estreito de Ormuz e desarmamento parcial perdem relevância no contexto atual.
Segundo Américo Martins, a perspectiva de acordo depende da demonstração de que o Irã não pretende desenvolver armas nucleares. Mesmo com avanços ocasionais, ele indica que o ritmo dos progressos tem sido irregular, aproximando-se ou distanciando-se do entendimento final.
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