- Painéis de LED em Ciudad del Este, no Paraguai, exibiram uma imagem de IA com o ex-presidente Jair Bolsonaro agredindo o atacante Gustavo Gómez, do Palmeiras e da seleção paraguaia, acompanhada de mensagens provocativas em português.
- Ao menos um dos painéis foi destruído por moradores na cidade fronteiriça a Foz do Iguaçu, no Brasil.
- A FastPrint, uma das empresas responsáveis pela operação, afirmou que não teve envolvimento na publicação e que a disseminação ocorreu fora do seu controle operacional, considerando o teor dos painéis incompatível com seus princípios.
- A Câmara de Publicidade de Ciudad del Este abriu investigação e citou a possibilidade de um ataque hacker, responsabilizando pessoas sem relação com as empresas gestoras.
- O presidente do Paraguai, Santiago Peña, condenou o conteúdo, ordenou a remoção das mensagens e disse que ações assim não ajudam o diálogo entre os povos.
Painéis de LED com uma imagem de IA que mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro agredindo o jogador Gustavo Gómez foram exibidos nesta sexta-feira (29) em Ciudad del Este, no Paraguai. O episódio gerou indignação na cidade, vizinha de Foz do Iguaçu.
A imagem vinha acompanhada de mensagens provocativas em português, atacando o desempenho esportivo e político de nações. Um dos painéis foi destruído por moradores revoltados, segundo o portal g1.
Segundo o jornal ABC, a empresa FastPrint, responsável pela operação de alguns painéis, afirmou não ter participação na publicação do conteúdo e que a disseminação da imagem ocorreu fora de seu controle. A firma informou que o teor contraria seus princípios e políticas.
Investigação e posicionamentos
A Câmara de Publicidade de Ciudad del Este sugeriu a possibilidade de ataque hacker aos sistemas das empresas envolvidas e pediu apuração. O órgão destacou que as mensagens não representam a posição das empresas do setor local.
O presidente paraguaio, Santiago Peña, condenou o conteúdo dos painéis e determinou a remoção das mensagens. Em nota, ele afirmou que o Paraguai vive momento de crescimento e investimento, e que ações ofensivas não ajudam o diálogo entre povos.
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