- Zheng Chenggong, conhecido como Koxinga, é visto como herói pela China e por Taiwan, com admiração também entre japoneses.
- Liderou resistência contra os Qing e expulsou colonos holandeses de Taiwan, tomando a ilha em 1661 após cerco de um ano.
- Nascido em 1624 em Hirado, Japão, era filho do mercador chinês Zheng Zhilong e da japonesa Tagawa Matsu; viveu na Fujian desde a infância.
- Morreu de malária em 1662, aos 37 anos, menos de seis meses após a conquista de Taiwan; sua ação foi uma das primeiras vitórias chinesas sobre europeus.
- Ainda hoje, o legado de Koxinga é disputado: há estátuas e museus em Xiamen e Gulangyu, com registros que ressaltam a unificação da China e a resistência à independência de Taiwan.
O general Kuzinga? Não. O nome histórico é Zheng Chenggong, conhecido no Ocidente como Koxinga. Ele é figura central na história de Taiwan e na relação entre China, Taiwan e Japão. O episódio-chave foi a expulsão dos holandeses de Taiwan e a resistência contra a dinastia Qing.
Nascido em 1624, em Hirado, Japão, filho do mercador Zheng Zhilong e da japonesa Tagawa Matsu, Koxinga herdou influência na região de Fujian. Mantinha lealdade à dinastia Ming e, após o ataque manchu de 1647, passou a liderar uma das últimas resistências Ming.
Para enfrentar a expansão Qing, Koxinga organizou uma marinha poderosa e realizou ações piratas para financiar a resistência. Em 1659 tentou tomar Nanquim, mas foi repelido, redirecionando esforços para Taiwan.
Em março de 1661, partiu para Taiwan, então sob domínio holandês. Após batalhas navais e um cerco de um ano, tomou o forte de Zelândia com apoio dos habitantes locais descontentes com os holandeses. Em 1662 morreu de malária, aos 37 anos, pouco tempo após a conquista.
Disputa pela memória entre China e Taiwan é marcada pela presença de Koxinga na China. Em Xiamen, há uma estátua de 15 metros em Gulangyu, próxima a museus e murais que exaltam o líder como símbolo de unificação nacional e da resistência antiocidental.
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