- O governo dos EUA designou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, o que pode ter efeitos incertos sobre o Pix.
- Sanções a instituições financeiras brasileiras, caso ocorram, podem afetar parte das transações e provocar “clarões” no sistema de pagamento instantâneo.
- Se uma instituição sancionada tiver relevância sistêmica, clientes podem ficar impedidos de enviar ou receber recursos pelo Pix, impactando outras transações.
- O governo brasileiro trabalha para evitar punições concretas a instituições, mas há receio de uso de dados brasileiros em ações antiterroristas americanas.
- Existe preocupação de que a designação possa sustentar investigações dos EUA sobre práticas desleais ligadas ao Pix na perspectiva da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
O governo dos Estados Unidos classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, decisão com efeitos incertos sobre o Pix. A avaliação é de que sanções aos bancos podem impactar parte das transações no Brasil.
A medida pode envolver instituições financeiras que operam com criminosos, o que pode provocar interrupções pontuais no pagamento instantâneo. A equipe econômica brasileira monitora possíveis impactos para o sistema.
Durigan afirma que sanções a bancos com relevância sistêmica podem gerar “clarões” no Pix, ainda que a infraestrutura da plataforma permaneça intacta. Clientes de instituições sancionadas podem enfrentar dificuldades para enviar ou receber recursos.
Cenário e consequências
Instituições atingidas pelo OFAC ficam impedidas de acessar o mercado financeiro americano, o que limita transações em dólar. O governo brasileiro teme efeitos amplos no sistema de pagamentos caso novas sanções avancem.
Para evitar danos maiores, as próprias instituições podem optar por se desligar temporariamente do Pix, ou bancos podem adotar políticas mais restritivas para evitar novas punições.
Riscos e atuação brasileira
O Brasil repassou informações a autoridades americanas sobre uso de bancos para lavar dinheiro ligado ao PCC, em operação que aponta bens nos EUA. O objetivo é esclarecer a presença de ativos e reduzir vulnerabilidades futuras.
Há também preocupação com um possível alinhamento entre a designação dos grupos e investigações da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que, se avançarem, poderiam pressionar tarifas ou outras medidas contra o Brasil, ainda que o Pix não seja diretamente atingido academicamente.
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