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Centenas protestam no Quênia contra centro de quarentena de EUA por Ebola

Suprema Corte do Quênia suspende temporariamente o centro de quarentena proposto pelos EUA em base aérea, acendendo protestos locais e debate sobre saúde pública

Centenas de pessoas protestam em Nanyuki, no centro do Quênia, contra o plano dos Estados Unidos de instalar um centro de quarentena para norte-americanos expostos ao vírus Ebola. 01/07/2026
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  • Centenas de moradores de Nanyuki, no Quênia, protestaram contra o plano dos Estados Unidos de instalar um centro de quarentena para americanos expostos ao Ebola na Base Aérea de Laikipia.
  • A Suprema Corte do Quênia determinou a suspensão temporária do projeto, após ação do Instituto Katiba que aponta riscos à saúde pública.
  • O governo dos EUA havia anunciado a construção com capacidade para 50 leitos e o repasse de US$ 13,5 milhões para reforçar a preparação do Quênia.
  • O Ministério da Saúde queniano disse que o centro não seria exclusivo para americanos, podendo atender qualquer pessoa que necessite de quarentena.
  • O surto de Ebola persiste na região, com Uganda registrando nove infecções e a República Democrática do Congo (confinando casos) apresentando centenas de ocorrências; Kenya não tem casos confirmados até o momento.

Centenas de pessoas marcharam nesta segunda-feira em Nanyuki, no centro do Quênia, contra o plano dos Estados Unidos de instalar um centro de quarentena para americanos expostos ao Ebola em uma base aérea da região. A manifestação ocorreu na Base Aérea de Laikipia.

Imagens do protesto mostram moradores bloqueando vias e queimando objetos nas estradas, ao som de slogans contrários à instalação. A mobilização também ocorreu em outros pontos da cidade, com participação de moradores locais.

O governo dos EUA informou a intenção de usar uma nova instalação no Quênia para receber cidadãos americanos expostos ao vírus, mesmo sem sintomas. A estrutura teria capacidade para 50 leitos, segundo autoridades americanas.

Decisão judicial e posicionamento do governo

O governo queniano confirmou a ideia de criar a instalação, defendida como parte de um esforço maior de fortalecimento da resposta a emergências sanitárias. O centro não seria exclusivo de americanos, podendo atender qualquer pessoa que necessite quarentena, segundo o ministro da Saúde, Aden Duale.

A Suprema Corte do Quênia determinou, na semana passada, a suspensão temporária do projeto após ação do Instituto Katiba, que alegou riscos à saúde pública em um sistema de saúde vulnerável.

Moradores relataram movimentação de aeronaves militares no fim de semana e maior presença de policiais e militares nas vias que levam à base. A decisão judicial segue gerando debates sobre medidas de biossegurança.

O Quênia não registra casos de Ebola até o momento. O surto permanece ativo na região, com Uganda confirmando nove infecções e fechando a fronteira com a República Democrática do Congo, onde há ao menos 282 casos confirmados.

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