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Comitiva da base de Lula viaja aos EUA após visita de Flávio Bolsonaro a Trump

Comitiva da base de Lula viaja a Washington para defender instituições brasileiras e repudiar ingerência externa, após EUA classificar facções brasileiras como terroristas

Deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) — Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados
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  • Deputados da base de Lula viajam a Washington para encontros internacionais, após a visita de Flávio Bolsonaro a Trump.
  • O grupo afirma defender as instituições brasileiras e repudiar qualquer ingerência dos EUA, em âmbito militar, político ou econômico.
  • Participam Jandira Feghali, Pedro Uczai, Pedro Campos e André Janones; a agenda inclui reuniões com congressistas, OEA, diplomatas e organizações da sociedade civil.
  • A viagem foi organizada pelo Washington Brazil Office e envolve discusses sobre desinformação, soberania e o papel internacional do Brasil; custos devem ser divulgados após o retorno.
  • A comitiva busca reduzir a influência de interlocutores bolsonaristas nos EUA e reafirmar a confiança nas instituições democráticas brasileiras perante o cenário internacional.

Um grupo de deputados federais da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará a Washington nesta semana para uma série de encontros, mantendo o objetivo de defender as instituições brasileiras e repudiar qualquer ingerência externa. A viagem acontece dias após a visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump na Casa Branca.

Participam da comitiva Jandira Feghali, Pedro Uczai, Pedro Campos e André Janones, deputados de diferentes legendas. A agenda prevê encontros com congressistas, representantes da OEA, diplomatas, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil. A coordenação envolve o Washington Brazil Office, think tank sediado nos EUA.

Segundo os organizadores, a viagem foi planejada antes do episódio envolvendo o governo dos EUA, que classificou duas facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A finalidade é reafirmar a soberania institucional brasileira e evitar ingerência em temas estratégicos, políticos ou econômicos.

Agenda e previsões

Alguns trechos do roteiro permanecem sob reserva para preservar conversas. Espera-se divulgação pública dos encontros após o retorno, incluindo a prestação de contas conforme regras da Câmara. A comitiva diz buscar ampliar o diálogo institucional e reduzir impactos de vozes bolsonaristas no exterior.

A ideia é também reforçar a confiança nas instituições democráticas brasileiras e no sistema eleitoral, em meio a atenções internacionais sobre o processo eleitoral. Entre os temas possíveis estão desinformação e parceria bilateral em áreas estratégicas, sem juízo de valor ou orientação política.

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