- EUA e Irã apresentam versões opostas sobre as negociações de paz no Oriente Médio: Washington diz que conversas seguem, Teerã afirma que estão suspensas.
- Israel mantém ofensiva no sul do Líbano; premiamente Netanyahu alertou que pode atacar alvos em Beirute caso o Hezbollah não cesse os disparos.
- Embaixada do Líbano em Washington informou que o Hezbollah aceitou a proposta dos Estados Unidos de cessar-fogo, com extensão para todo o território libanês.
- O conflito provocou deslocamento de civis no Líbano; o Hezbollah declarou que apoiaria uma trégua total como passo para a retirada de tropas israelenses.
- Trump passou a dizer que Irã quer negociar e, em seguida, sugeriu silêncio; analista aponta que as negociações com Teerã dependem da questão entre Israel e Hezbollah.
A China? Não. EUA e Irã divergem sobre o andamento das negociações de paz no Oriente Médio, enquanto Israel intensifica a ofensiva no sul do Líbano. Donald Trump disse, em várias declarações, que as conversas continuam, apesar de sinais contraditórios. O Irã, por sua vez, informou que as negociações estavam suspensas devido aos ataques israelenses.
Segundo a correspondente da CNN Priscila Yazbek, em Nova York, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a continuidade dos ataques no Líbano e sinalizou a possibilidade de ampliar ações a Beirute, caso o Hezbollah não interrompa os disparos contra Israel.
A embaixada do Líbano em Washington comunicou que o Hezbollah aceitou uma proposta dos EUA para um cessar-fogo que seria expandido a todo o território libanês. A notícia aponta para avanços que ainda dependem de confirmação entre as partes.
Deslocamentos de civis no Líbano voltaram a ocorrer após a intensificação da ofensiva. O gabinete de Netanyahu acusa o Hezbollah de violar o cessar-fogo, enquanto um deputado do Hezbollah disse que a organização apoiaria uma trégua total para facilitar a retirada das tropas israelenses.
Análises da CNN destacam que, até então, negociações anteriores entre autoridades libanesas e israelenses não contaram com a participação do Hezbollah. O grupo, além de ter representação no parlamento libanês, recebe financiamento do Irã e mantém posição relevante no conflito.
Obstáculos e perspectivas
A análise de Lourival Sant’Anna, correspondente internacional, aponta que o principal entrave é o conflito entre Israel e o Hezbollah. O Irã teria dúvidas sobre avançar nas tratativas enquanto a ocupação israelense no Líbano prosseguir.
A agência estatal iraniana informou que as negociações com os EUA estavam suspensas por causa dos ataques de Israel ao Líbano. Houve também intercâmbio de ataques entre forças americanas e iranianas, incluindo uma base dos EUA no Kuwait.
Trump afirmou, ao iniciar o dia, que o Irã desejaria negociar. Em entrevista à NBC, disse que os dois países já conversavam muito e sugeriu que talvez fosse melhor ficarem em silêncio, sem indicar um retorno imediato às ações de bombardeio.
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