- A Marinha francesa interceptou o petroleiro Tagor, alvo de sanções, que havia partido do porto russo de Umba; é a terceira apreensão desse tipo nos últimos meses.
- O navio, registrado em Madagascar, estava em águas internacionais no Atlântico e está sujeito a sanções da União Europeia, do Reino Unido e dos Estados Unidos.
- O presidente Emmanuel Macron afirmou que é inaceitável contornar as sanções, violar o direito do mar e financiar a guerra na Ucrânia, além de representar risco ambiental e à segurança.
- O Kremlin classificou a ação como ilegal, quase pirataria internacional; a embaixada russa em Paris afirmou ter pedido informações sobre a tripulação, sem resposta até o momento.
- A França pediu maior rigor ocidental na interceptação de navios que transportam petróleo russo; outros casos semelhantes ocorreram em janeiro e março, com cooperação de parceiros europeus.
O petroleiro Tagor, com registro em Madagascar, foi apreendido pela Marinha francesa no Atlântico, em águas internacionais. O navio havia partido do porto russo de Umba e é alvo de sanções da UE, do Reino Unido e dos EUA. A operação contou com a cooperação de parceiros, entre eles o Reino Unido, em conformidade com o direito do mar.
A sua captura ocorre após três interceptações semelhantes nos últimos meses, que apontam para tentativas de contornar sanções e financiar a Rússia. A França afirmou que navios assim violam regras básicas da navegação e colocam em risco o meio ambiente e a segurança global.
O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a ação demonstra que o Ocidente manterá firmeza diante de violações às sanções. Segundo ele, navios que contornam tais medidas financiam a guerra na Ucrânia e representam ameaça ambiental e de segurança.
A embaixada russa em Paris indicou que o capitão do Tagor é possivelmente cidadão russo e informou ter solicitado informações às autoridades francesas sobre a tripulação, sem resposta até o momento. O Kremlin classifica a operação como ilegal, quase pirata, e violação do direito internacional.
As autoridades francesas destacam que parte da frota paralela russa atua sob bandeiras falsas, sem seguro ou sem certificações de segurança. Em março, França já havia apreendido outro petroleiro ligado a essa rede, no Mediterrâneo, segundo Macron, reforçando a atuação contra a evasão de sanções.
- Interceptações anteriores e contexto
- Reforço de sanções e posicionamento internacional
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