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França apreende petroleiro russo da frota fantasma; Kremlin vê ação ilegal

França apreende petroleiro russo ligado à frota fantasma após navegação com bandeira de Madagascar; Moscou chama ação ilegal

Militar com capacete e equipamento tático observa navio petroleiro no mar a partir de helicóptero. Navio tem casco preto e vermelho, com deck verde e tubulações amarelas.
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  • A marinha francesa interceptou no domingo o petroleiro russo Tagor, ligado ao comércio de petróleo e suspeito de navegar sob bandeira falsa, e ordenou que a embarcação seguisse para território francês; o navio partiu de Murmansk, no ártico.
  • O Petroleiro navegava sob bandeira de Madagascar e contou com apoio da guarda costeira britânica para a operação, realizada em águas internacionais a cerca de 640 km a oeste da Bretanha.
  • A Prefeitura Marítima da França confirmou que a inspeção documental confirmou irregularidade da bandeira hasteada.
  • A Rússia classifica a ação como ilegal e disse que beira pirataria internacional; Macron divulgou vídeo da operação no X.
  • O Tagor é o quarto navio-tanque sancionado interceptado pela França; o objetivo europeu é obstruir a frota fantasma que tenta contornar sanções para financiar a guerra na Ucrânia.

A marinha francesa interceptou no domingo 31 um navio-tanque ligado ao comércio de petróleo russo e ordenou que a embarcação seguisse para território francês. O navio, que operava no Atlântico, foi detido com apoio do Reino Unido e dirigida a uma área de ancoragem no noroeste da França. A ação ocorreu em águas internacionais, a miles de quilômetros da costa russa.

O petroleiro, chamado Tagor, havia partido do porto ártico russo de Murmansk. Segundo dados de rastreamento, a embarcação navegava sob a bandeira de Madagascar. A Prefeitura Marítima da França disse que a inspeção de documentos confirmou irregularidades ligadas à bandeira hasteada.

Macron divulgou um vídeo da operação nesta segunda-feira, em sua conta na X, destacando que o navio recebeu ordem de deslocamento para o território francês. A medida foi anunciada como parte de esforços europeus para impedir o desvio de receitas de petróleo russo para financiar a guerra na Ucrânia.

Contexto internacional

A França informou que o Tagor foi interceptado sob escolta, com participação britânica, em meio a uma política de fiscalização de frota fantasma. Têm sido adotadas várias medidas para impedir navios que contornam sanções ocidentais.

A União Europeia já impôs sanções a Rússia, com várias ondas de restrições. Moscou tem recorrido a navios antigos para burlar restrições, segundo relatos oficiais, mantendo operações de exportação de petróleo com destinos diversos, a preços reduzidos.

Diante da apreensão, o porta-voz do Kremlin afirmou que a Rússia tomará medidas para assegurar a segurança de seus transportes. A situação é acompanhada à distância por outras nações, com reações variadas na região do Báltico e no Atlântico.

Desdobramentos

O Tagor, que estava sob escolta, seguiu para um ancoradouro no noroeste da França. Até o momento, o incidente representa a quarta apreensão de um navio-tanque sancionado pela França. A rotação de navios sob a rubrica de frota fantasma continua a preocupar autoridades europeias.

A Geopolítica do petróleo permanece estável em meio a tensões entre ocidente e Rússia. Observadores avaliam impactos nas receitas russas e na logística de abastecimento global, enquanto países clientes discutem estratégias de aquisição e compliance com sanções.

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