- A Marinha francesa interceptou no Oceano Atlântico o petroleiro Tagor, ligado à suposta rota de petróleo russo, e ordenou que seguisse para a costa da França.
- A operação ocorreu em águas internacionais, a cerca de 740 quilômetros a oeste da Bretanha, com apoio do Reino Unido.
- O navio, de 252 metros de comprimento,partia do porto ártico russo de Murmansk e navegava sob a bandeira de Madagascar, segundo a MarineTraffic.
- A Prefeitura Marítima da França informou que a inspeção dos documentos confirmou irregularidades na bandeira utilizada pelo petroleiro; Moscou classifica a ação como ilegal.
- O Tagor é o quarto petroleiro sancionado interceptado pela França, em meio a esforços europeus para restringir a venda de petróleo russo.
A Marinha francesa interceptou no Oceano Atlântico o petroleiro Tagor, que estava sob sanções por comércio de petróleo russo. A embarcação foi instruída a seguir para a costa da França, em uma operação realizada em águas internacionais perto da Bretanha, a cerca de 740 quilômetros a oeste do litoral francês.
O navio, com 252 metros de comprimento, havia partido de Murmansk, no Ártico russo. Segundo a prefeitura marítima francesa, havia suspeitas de uso de bandeira falsa, o que motivou a interceptação com apoio do Reino Unido. A MarineTraffic aponta que o Tagor navegava sob bandeira de Madagascar.
A prefeitura afirmou que a inspeção documental confirmou irregularidades na bandeira utilizada pelo petroleiro. A ação ocorre no contexto de tentativas ocidentais de frear a circulação de petróleo ligado à Rússia, por meio da chamada “frota fantasma”.
Reação internacional e contexto
França e Reino Unido reforçam a fiscalização de navios sancionados para reduzir receitas russas provenientes de petróleo. Moscou classificou a operação como ilegal e comparou-a a pirataria internacional. O porta-voz do Kremlin informou que serão adotadas medidas para assegurar a segurança da navegação.
Nesta segunda, o Tagor seguia com escolta naval rumo a uma área de fundeio no noroeste da França. A operação marca o quarto petroleiro sancionado interceptado pelas autoridades francesas. Outras nações também têm adotado medidas para conter a evasão de sanções.
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