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Gripen adquirido pela Ucrânia amplia linha de produção no Brasil

Compra da Ucrânia de vinte Gripen amplia linha brasileira em Gavião Peixoto e pode atender Colômbia, com possível expansão da produção.

Caça Gripen da FAB durante voo de treinamento em Anápolis (GO)
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  • A Saab fechou acordo para vender 20 caças Gripen E à Ucrânia, com financiamento de empréstimo desbloqueado pela União Europeia; o negócio é de quase R$ 15 bilhões.
  • Para esse primeiro lote, a produção no Brasil deverá crescer, com a linha em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, possivelmente chegando a 30 aeronaves por ano.
  • A expansão brasileira não visa entregar aviões a Kiev; peças produzidas no Brasil, como o painel digital, serão usadas no Gripen da Ucrânia.
  • Além do lote para a Ucrânia, a fábrica brasileira deve fabricar 15 modelos E para a Colômbia, enquanto três aviões F (de dois lugares) ficarão na Suécia.
  • A Ucrânia mantém a negociação para até 100 caças Rafale, mas o acordo com a Suécia pode impactar planos da FAB, que analisa opções para substituir oAMX.

A Saab informou que a linha de produção do caça Gripen E no Brasil deverá ser ampliada em função da venda do modelo ao governo da Ucrânia. Kiev e Estocolmo firmaram acordo para fornecimento de 20 aeronaves da fabricante sueca Saab, em um negócio estimado em quase 15 bilhões de reais.

O financiamento ficará por conta do empréstimo autorizado pela União Europeia, que descongelou recursos para a Ucrânia após a saída de um apoiador de Putin, facilitando a transação. O acordo ainda depende de assinatura formal pelos envolvidos.

A expansão envolve a unidade brasileira em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, onde hoje já é produzida parte do Gripen. A fábrica também deve atender à Colômbia, que comprou 15 aeronaves da linha E no ano passado, com versões de dois lugares fabricadas na Suécia.

Capacidade de produção e impactos locais

Para este primeiro lote, a Saab informou que será necessário aumentar a produção no Brasil, podendo chegar a 30 aeronaves anuais conforme a demanda. A estimativa inicial é de que o Brasil ponha em operação parte do lote para atender ao contrato com a Ucrânia e manter atividades com a Colômbia.

Ainda não houve assinatura formal do contrato com Kiev. A fábrica brasileira já entregou para testes o primeiro Gripen feito localmente e tem outros três aeronaves em produção, mantendo o cronograma de evolução da linha nacional.

O acordo com a Ucrânia também envolve a transferência de peças e componentes produzidos no Brasil para uso nas aeronaves, sem que o objetivo seja montar aviões para Kiev exclusivamente no Brasil. Parte dos itens é de origem brasileira, como painéis digitais da aeronave.

Além do interesse ucraniano, a Saab negocia a possível venda de caças adicionais para reforçar as defesas ucranianas, incluindo a possibilidade de adquirir aeronaves francesas Rafale, ainda que esse negócio apresente dúvidas por custos.

A Suécia comprometeu-se, ainda, a doar 16 Gripen C/D — modelos de geração anterior — para a Ucrânia, conforme apurado pela imprensa, o que pode influenciar a área logística e de substituição de ativos na base brasileira de Anápolis, em Goiás.

Zelenski tem reiterado o interesse em receber aeronaves de forma gradual, com entregas adicionais previstas para ocorrer a partir de 2030 para a nova geração E/F, alinhadas à defesa do território ucraniano em meio ao conflito na região. A situação permanece em negociação entre os governos envoltos.

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