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Grupos de direitos de imigrantes nos EUA mobilizam cidades-sede da Copa contra temores com ICE

Mais de cento e vinte grupos alertam dez milhões de visitantes sobre riscos de ICE durante a Copa; redes de resposta rápida são acionadas nas cidades anfitriãs

In Los Angeles, a labor union representing more than 2,000 hospitality workers at SoFi Stadium is threatening to strike if ICE agents do not stay away.
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  • Mais de cento e vinte grupos civis emitiram aviso de viagem a cerca de dez milhões de visitantes sobre possíveis “violações sérias de direitos” durante a Copa, sob o atual clima político.
  • Em Los Angeles, o sindicato de hospitalidade de mais de dois mil trabalhadores ameaça greve caso agentes do ICE atuem perto do estádio SoFi.
  • Em Dallas, o El Movimiento DFW distribui centenas de kits de apito com informações para consulta a advogados de imigração, em áreas próximas aos locais de jogos.
  • Em Miami, ativistas ativam rede de resposta rápida e hotlines para denunciar atividades do ICE e apoiar imigrantes antes do Mundial.
  • Em Seattle e outras cidades-sede, organizações criam zonas seguras, treinamentos de direitos e redes de advogados para responder a operações do ICE durante o evento.

Em meio ao clima político de imigração nos EUA, mais de 120 grupos da sociedade civil alertam sobre riscos para fãs e moradores das 11 cidades anfitriãs da Copa do Mundo. O aviso chega a cerca de 10 milhões de visitantes sobre violações de direitos sob a gestão de Donald Trump.

A mobilização ocorre duas semanas antes do início do torneio, marcado para 11 de junho. Em Los Angeles, um sindicato que representa mais de 2 mil trabalhadores da hospitalidade no SoFi Stadium ameaça greve se agentes de ICE não permanecerem afastados do estádio. A arena deve receber cerca de 70 mil torcedores por jogo.

Em Dallas, o grupo El Movimiento DFW distribui kits com apitos e informações para consultar advogados de imigração gratuitamente, em locais como igrejas, comércios e complexos habitacionais, caso ocorram detenções próximas aos jogos.

Além disso, as redes de apoio rápido já mapearam riscos e recursos para 10 milhões de visitantes. Organizações reforçam a necessidade de informação sobre como agir em caso de presença de ICE nas proximidades de partidas.

Preparação para resposta rápida

Em Miami, que lidera números de detenções de imigrantes, a coalizão de grupos ativistas intensifica a atuação de observadores legais e uma linha direta para denúncias de atividades de ICE. Em Seattle e Atlanta, autoridades locais comunicaram que não vão colaborar com ICE em atividades de polícia durante o Mundial.

A cada cidade, as organizações conectam advogados voluntários com redes de resposta rápida para casos em tempo real. A coordenação também envolve universidades, sindicatos e organizações de defesa de trabalhadores.

Zonas de segurança e informações para o público

Em Washington e outros pontos, projetos de campanhas nacionais visam transformar estabelecimentos comerciais e espaços públicos em áreas seguras para imigrantes, com treinamentos sobre direitos civis e procedimentos em caso de abordagem de ICE. A intenção é reduzir riscos de detenções e retaliações durante o evento.

A iniciativa também prevê a criação de portais de recursos para fãs, com informações de contato de serviços legais e medidas de proteção em caso de incidentes. Ao todo, a rede busca ampliar a proteção de comunidades durante a Copa, sem interferir no funcionamento do torneio.

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