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Irã acusa EUA de violar cessar-fogo e condiciona paz ao fim de combates no Líbano

Irã acusa EUA de violar cessar-fogo e condiciona eventual acordo à trégua no Líbano, em meio a ofensivas e retaliações na região

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  • O Irã acusou os EUA de violar o cessar-fogo, dizendo que adotará medidas para defender a segurança nacional após ataques dos EUA no fim de semana.
  • O Exército americano afirmou ter atacado centros de comando de drones no Irã, com alvos em Goruk e na ilha de Qeshm, considerados ataques “defensivos” e “medidos”.
  • A Guarda Revolucionária do Irã disse ter atingido uma base usada pelos Estados Unidos, e apontou que Israel também desrespeita a trégua no Líbano; qualquer acordo com os EUA depende de uma trégua nos combates no país.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã quer concluir um acordo e minimizou declarações iranianas, dizendo que isso dificulta as negociações.
  • No Líbano, israelenses intensificaram ataques no sul e houve tomada da fortaleza Beaufort pelo Exército de Israel; a ONU deve realizar reunião de emergência a pedido da França, com Macron destacando a necessidade de apoio a um acordo e à segurança no estreito de Ormuz.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de violar o cessar-fogo ao que chamou de ataques americanos no fim de semana. O porta-voz Esmaïl Baghaï afirmou que o Irã tomará medidas para defender a segurança nacional.

O Exército dos EUA informou ter realizado ataques classificados como defensivos contra centros de comando de drones, alegando ações agressivas por parte de Teerã. Os alvos incluíram sistemas de radar e de controle de drones nas cidades de Goruk e na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo o Centcom.

A Guarda Revolucionária do Irã declarou ter atingido uma base usada pelos Estados Unidos em retaliação e reiterou que o cessar-fogo está sendo violado pela parte norte-americana. Também apontou que Israel continua desrespeitando a trégua no Líbano.

O Irã afirmou que qualquer acordo para encerrar o conflito na região depende de garantias de cessar dos combates no Líbano, onde o Exército israelense ataca posições do Hezbollah, aliado de Teerã. O porta-voz ressaltou que o programa nuclear não está na pauta de negociações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã se comprometeu a não desenvolver armas nucleares e sugeriu que poderá haver um acordo vantajoso para todas as partes. Em postagens públicas, Trump criticou declarações iranianas que, segundo ele, dificultam as negociações.

Separadamente, de acordo com o Irã, as tentativas de acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio dependem de garantias de respeito à soberania iraniana e aos direitos do povo iraniano. Autoridades iranianas disseram que não se devem pautar promessas de terceiros sem ver resultados concretos.

Repercussões diplomáticas

Israel ordenou, nesta segunda-feira, ataques da zona sul de Beirute, reduto do Hezbollah. O Conselho de Segurança da ONU, a pedido da França, deve se reunir com urgência para discutir a situação. Macron pediu responsabilidade e apontou que nada justifica a escalada no sul do Líbano.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, destacou a tomada da fortaleza Beaufort, no sul do Líbano, como marco estratégico e pediu ampliação do controle sobre áreas sob influência do Hezbollah. As operações em curso intensificam o confronto na região.

Confrontos no terreno

Confrontos entre Israel e o Hezbollah permanecem diários, apesar da trégua de 17 de abril. Nos últimos dias, ataques aéreos israelenses prosseguem no sul do Líbano, enquanto drones do Hezbollah operam contra posições israelenses no sul e no norte.

O Exército israelense também ordenou a evacuação de nove vilarejos em Saida e Jezzine, no sul libanês, conforme relatos oficiais. A região continua sob tensão, com várias ações militares em curso.

Dados sobre o impacto humanitário

O conflito libanês já deixou dezenas de mortos desde março, com milhares de deslocados. O Ministério da Saúde do Líbano reportou mortes e feridos em ataques recentes, incluindo civis, entre eles crianças. As informações sobre números variam conforme fontes oficiais.

O país observa crescentes pressões militares, enquanto autoridades internacionais discutem formas de contenção e mediação para evitar uma escalada maior na região.

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