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Irã acusa EUA de violar cessar-fogo e suspende negociações de paz

Irã acusa Estados Unidos de violar cessar-fogo e diz que acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio depende de trégua no Líbano

1 de 1 - Foto: Reprodução/X
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  • O Irã acusou os EUA de violar o cessar-fogo e disse que um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio depende de uma trégua no Líbano.
  • O Exército americano afirmou ter realizado ataques “defensivos” contra centros de comando de drones no Irã, mirando radares e sistemas de controle de drones em Goruk e na ilha de Qeshm.
  • A Guarda Revolucionária do Irã informou ter atingido uma base usada pelos EUA em retaliação, reiterando a acusação de violação do cessar-fogo.
  • O Irã também afirmou que Israel continua desrespeitando a trégua no Líbano; o Conselho de Segurança da ONU deve se reunir a pedido da França para discutir a situação.
  • No conflito no Líbano, confrontos entre Israel e o Hezbollah persistem, com ataques aéreos israelenses e ataques de drones do Hezbollah, enquanto números de vítimas e deslocados — incluindo dezenas de mortos no Líbano — seguem altos.

O Irã acusou os Estados Unidos de violar o cessar-fogo que envolve as partes na região, após ataques americanos no fim de semana. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaïl Baghaï, afirmou que Teerã pode tomar medidas para defender sua segurança nacional.

O Exército dos EUA informou ter realizado ataques considerados defensivos contra centros de comando de drones no Irã, com alvos na cidade de Goruk e na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz. O objetivo seria impedir ações iranianas de escalada.

Em retaliação, a Guarda Revolucionária do Irã disse ter atingido uma base usada pelos EUA. Baghaï ressaltou que o cessar-fogo não está sendo cumprido, e lembrou que Israel também desrespeita a trégua no Líbano, condicionando qualquer acordo regional a uma trégua no conflito libanês.

Reunião na ONU e desdobramentos internacionais

O presidente francês Emmanuel Macron sugeriu apoio a esforços para um acordo entre EUA e Irã e mencionou mobilização internacional para a segurança do Estreito de Ormuz. A França se dispôs a colaborar nas negociações sobre a questão nuclear.

Além disso, Israel intensificou operações no sul do Líbano, com ataques na zona de Beirute, reduto do Hezbollah. O Conselho de Segurança da ONU foi acionado para avaliar a crise, a pedido de Paris.

Cenário no Líbano e impactos humanos

Confrontos entre Israel e o Hezbollah prosseguem, com ataques aéreos israelenses no sul do Líbano e ataques de drones no Norte de Israel. Na semana, o Exército israelense ampliou evacuações de vilarejos no Saida e Jezzine.

O Libano registra trocas de ataques desde 2 de março, com milhares de mortos e deslocados. Reforços militares e novas discussões devem ocorrer entre autoridades libanesas e israelenses, em meio a tensões regionais.

No fim de semana, um ataque em Deir Zahrani vitimou oito pessoas e deixou 19 feridas, segundo o Ministério da Saúde libanês. A escalada dificulta qualquer acordo para encerrar a crise no Oriente Médio.

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