- O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, ligado à Guarda Revolucionária Islâmica, alertou moradores do norte de Israel e de assentamentos militares a deixarem a região caso Israel amplify suas operações no Líbano.
- O comunicado cita a ameaça do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de bombardear Dahieh, sul de Beirute, e outras áreas da capital libanesa, além de emitir alertas de retirada de moradores.
- Segundo o texto, se tais ameaças forem executadas, os residentes do norte de Israel e de localidades militares nos territórios ocupados devem abandonar a região para evitar danos.
- Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo, afirmou que o Estreito de Ormuz está sob gestão do Irã e que Teerã não permitirá o cerco marítimo nem escalada das tensões no Líbano; disse que a paciência das forças armadas tem limite.
- As declarações ocorrem em meio ao agravamento do conflito regional e após o Irã anunciar a suspensão das comunicações indiretas com os Estados Unidos sobre negociações para reduzir hostilidades.
O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, ligado à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), emitiu alerta para moradores do norte de Israel e de assentamentos militares nos “territórios ocupados” caso Israel amplie operações no Líbano. O objetivo é evitar danos em caso de ataques.
O comunicado afirma que, se as ameaças israelenses forem executadas, residentes de áreas no norte de Israel e de locais militares devem abandonar a região. A nota acusa Israel de violar repetidamente o cessar-fogo na região.
Além disso, Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder iraniano, elevou o tom em redes sociais. Em X, ele disse que o Estreito de Ormuz está sob gestão do Irã e criticou o que chamou de cerco marítimo, afirmando que a paciência tem limite.
As declarações coincidem com o agravamento do conflito regional e com a suspensão, pelo Irã, de comunicações indiretas com os EUA sobre negociações para reduzir hostilidades no Oriente Médio.
Ameaças e resposta
O Irã também repercutiu as tensões após anunciar a suspensão de contatos indiretos com os EUA para eventual negociação de cessar-fogo, segundo autoridades. A situação aumenta a expectativa sobre ações estratégicas na região.
Autoridades israelenses não confirmaram a ampliação de operações no Líbano, mas analisam o cenário de impacto regional. Analistas destacam que as falas militantes elevam o risco de escalada entre Teerã e Jerusalém.
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