- Imagens de satélite analisadas pelo BBC Verify indicam que o Irã danificou vinte instalações militares americanas desde o início da guerra, sugerindo ataques mais amplos do que o divulgado pelo governo dos EUA.
- Desde o fim de fevereiro, o Irã atingiu alvos estratégicos em oito países do Oriente Médio, provocando prejuízos de milhões a sistemas de defesa aérea, aviões de reabastecimento e radares.
- Os ataques atingiram bases americanas e instalações militares compartilhadas, com danos a aeronaves de reabastecimento e vigilância, além de depósitos de combustível e hangares.
- O custo estimado da Operação Epic Fury, segundo o Pentágono, é de US$ 29 bilhões, e ao menos 42 aeronaves, 24 drones e um A-10 teriam sido destruídos ou danificados desde fevereiro.
- Líder iraniano Mojtaba Khamenei disse que os EUA não terão mais um lugar seguro na região, em tom mais assertivo, enquanto analistas apontam evolução da estratégia iraniana para ataques mais precisos e direcionados.
O Irã danificou 20 instalações militares americanas desde o início da guerra, segundo imagens de satélite e vídeos analisados pelo BBC Verify. As evidências apontam um alcance maior dos ataques do que o reconhecido anteriormente pelo governo dos EUA.
Desde o fim de fevereiro, ataques iranianos atingiram alvos em oito países do Oriente Médio, provocando prejuízos a sistemas de defesa aérea, aviões de reabastecimento e radares. As bases atingidas incluem instalações em Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Jordânia.
O conflito envolve bases americanas e instalações militares parceiras do Irã, respondendo aos bombardeios liderados pelos EUA e por Israel contra o Irã e o Líbano nos últimos três meses. O Pentágono afirmou ter atacado mais de 13 mil alvos iranianos desde o início da operação Epic Fury.
Segundo especialistas, as ações iranianas evoluíram de grandes ondas de mísseis para ataques mais precisos e direcionados. Analistas destacam que o Irã preserva mísseis e drones para alvos estratégicos, reduzindo o uso em ofensivas de maior escala.
Entre os danos, aparecem três sistemas de defesa antimísseis Thaad instalados em bases nos Emirados e na Jordânia. Avaliações estimam um custo elevado para substituição desses equipamentos, que envolvem bilhões de dólares.
Imagens também indicam aviões de reabastecimento e de vigilância danificados na base Prince Sultan, na Arábia Saudita, além de destruição de depósitos de combustível e hangares em Ali Al Salem e Arifjan, no Kuwait.
A dimensão dos estragos continua sendo estimada. O Pentágono revelou, em maio, que a operação resultou em cerca de 29 bilhões de dólares de custos, com centenas de aeronaves danificadas ou destruídas em várias plataformas, segundo parlamentares. Dúvidas sobre a cifra persistem entre analistas.
Diante da evolução do conflito, o líder iraniano Mojtaba Khamenei afirmou que territórios da região não servirão mais de escudo para bases americanas, ressaltando a intensificação da postura regional do Irã.
Especialistas afirmam que, se o cessar-fogo entre EUA e Irã se fragilizar, as vulnerabilidades identificadas nas bases regionais podem permanecer. Aposentadas as grandes ofensivas, as operações atuais exigem resposta tecnológica e logística rápida dos aliados.
Parcerias militares e cadeias de suprimento dos EUA enfrentam desafio de reposição de estoques estratégicos, diante de uma região em alerta contínuo e de novos riscos de retaliação. A análise de imagens de satélite continua a fornecer pistas sobre o alcance dos ataques.
Entre na conversa da comunidade