- O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, chegou a Pequim no dia 31 de maio para reuniões com autoridades chinesas, em meio a desgastes com os EUA por classificarem facções criminosas PCC e CV como terroristas.
- A agenda na China inclui ampliar o comércio bilateral, com foco especial em fertilizantes usados pelo agronegócio brasileiro.
- No ano anterior, o comércio entre Brasil e China somou US$ 170,9 bilhões; o objetivo é aumentar esse protagonismo, sobretudo em fertilizantes.
- O Itamaraty destacou que a China responde por cerca de um quarto do fornecimento de fertilizantes ao Brasil, que é a principal origem das importações agropecuárias chinesas.
- A viagem de Vieira à China faz parte de uma sequência de missões voltadas a ampliar a importação de fertilizantes, após visitas a Uzbequistão e Cazaquistão no mês anterior.
Mauro Vieira desembarcou em Pequim para uma visita oficial, em meio a tensões com os Estados Unidos por classificar facções criminosas como terroristas. O chanceler brasileiro chegou à capital chinesa no domingo (31/5) e iniciou agenda bilateral nesta segunda-feira (1/6).
Reuniões com ministros chineses ocuparam a manhã e a tarde, com foco na ampliação do comércio entre Brasil e China. Segundo o Itamaraty, as conversas buscaram reduzir assimetrias setoriais e fortalecer a cooperação econômica entre os dois países.
A pauta central envolve o aumento das trocas comerciais, em especial de fertilizantes usados no agronegócio brasileiro. No ano passado, o intercâmbio entre Brasil e China somou US$ 170,9 bilhões, e há interesse em ampliar a participação de fertilizantes na pauta.
Busca por fertilizantes
O Itamaraty destaca que a China é fornecedora relevante, respondendo por cerca de um quarto do volume importado pelo Brasil. O objetivo é ampliar as importações para sustentar a produção agrícola nacional.
A missão de Vieira ao longo de maio incluiu viagens a Uzbequistão e Cazaquistão, com a finalidade de diversificar fornecedores de fertilizantes. A estratégia busca reduzir dependência de fontes únicas e melhorar a segurança do abastecimento.
A agenda em Pequim ocorre em meio a contextos diplomáticos conturbados, com o Brasil buscando manter canais abertos e previsíveis para temas prioritários como comércio e logística de insumos agropecuários.
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