- Organizações alertam a ONU para investigar genocídio por desgaste contra cristãos na Nigéria, atendidas em memorando assinado pela Genocide Watch e Alliance Against Genocide.
- Relatores pedem apuração de violência sistemática com motivação religiosa praticada por grupos jihadistas, incluindo Boko Haram, ISWAP e milícias Fulani, desde 2001, com mais de 60 mil civis mortos e 2,2 milhões de deslocados.
- O documento aponta escalada de ataques em 2025 e 2026, destacando ações em Benue, Plateau, Kaduna e Kogi, com episódios como Yelwata (junho de 2025) e Bindi (julho de 2025).
- A denúncia afirma omissão ou cumplicidade de partes das Forças de Segurança e setores políticos, além de críticas a enquadramentos que minimizam a perseguição religiosa.
- O memorando cobra postura internacional mais firme e reforma do aparato de segurança nigeriano, citando relatos de sequestros para financiamento de grupos armados e de jornalistas ameaçados.
A ONU está sendo pressionada a investigar a violência na Nigéria, descrita como genocídio por desgaste contra cristãos e muçulmanos moderados. O memorando foi enviado ao Relator Especial sobre Liberdade de Religião ou Crença. O pedido vem de organizações de direitos humanos.
O documento afirma que grupos jihadistas, incluindo Boko Haram e ISWAP, atuam em várias regiões do país. Segundo as entidades, mais de 60 mil pessoas teriam sido mortas desde 2001 e 2,2 milhões desalojadas, com ataques a igrejas, vilas e escolas.
O memorando foi preparado pela Genocide Watch e pela Alliance Against Genocide e endereçado a Nazila Ghanea, relatora da ONU. Alega-se que ações de violência motivadas por fé aumentaram especialmente em 2025 e 2026.
Contexto e pedidos
A denúncia sustenta que algumas forças de segurança não intervêm durante ataques contra comunidades cristãs. Acusações indicam cumplicidade de setores da política e do militar com o agravamento da violência.
Alega-se que oficiais de alta patente têm impedido intervenções para deter massacres. O texto cita supostos vínculos entre financiadores de pecuária Fulani e apoio a grupos armados, inclusive com ligações a membros da elite política.
Impacto humano e ataques específicos
De acordo com o memorando, 580 civis foram sequestrados em 2024, incluindo mulheres e crianças. Relatos mencionam campos de reféns próximos a instalações militares que não teriam sido desmantelados.
Casos citados incluem o ataque a Yelwata, em Benue, em 2025, com dezenas de mortos e casas incendiadas, e o ataque a Bindi, Plateau, no mesmo ano, apesar de atuação de uma força de segurança próxima.
Reação internacional
O texto critica setores da comunidade internacional por não reconhecer formalmente o genocídio, citando a União Europeia, a Anistia Internacional e o secretário-geral da ONU. Pedidos incluem reformas no aparato de segurança nigeriano e maior pressão sobre grupos extremistas.
O memorando ressalta que jornalistas que investigam os eventos enfrentam intimidações e ameaças. Depoimentos de especialistas da Genocide Watch compõem a documentação que embasa o pedido à ONU. Fonte: Folha Gospel, com informações de The Christian Today.
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